Após a Segunda Guerra Mundial, surgiram os primeiros medicamentos para tratamento, iniciando pela estreptomicina, até a rifampicina, no fim dos anos 60, e ainda hoje protagonista no tratamento da tuberculose. Apesar dos avanços nos últimos anos, com redução de 25% na incidência e 32% na mortalidade, o Brasil está entre os 22 países de maior carga de tuberculose no mundo, com 70 mil casos novos e cerca de quatro mil mortes anuais. Doença urbana, ligada a condições de vida, sua redução no país nas últimas décadas tem sido desigual. A redução anual, de cerca de 2,5%, é muito aquém da esperada.
Com a expectativa de erradicação nos próximos 50 anos, seria necessária uma queda de 6% ao ano. No mundo, três países do Brics — China, Índia e África do Sul — concentram 60% dos casos. Identificar o sintomático respiratório, definido como a pessoa com tosse há mais de três semanas, e tratar é o mais eficiente. O tratamento, recomendado mundialmente, é composto de uma associação de fármacos de comprovada eficácia, utilizada há mais de 30 anos. Há evidências de que sua efetividade, porém, depende não só da disponibilidade de bons medicamentos, mas de fatores como adequada organização de ações, recursos humanos qualificados e tratamento humanizado. Cinquenta anos após o lançamento da rifampicina, vivemos um momentum, com a descoberta de novas moléculas e estudos clínicos para testar eficácia e redução do tempo de tratamento. Há cerca de 20 novas moléculas em diversas fases de estudo e dois novos fármacos (bedaquilina e delamanide) recentemente aprovados por órgãos regulatórios internacionais para formas multirresistentes. Deverão estar disponíveis no Brasil no próximo biênio.
Foi no início dos anos 90, com a epidemia de Aids e a alta mor talidade na associação HIVtuberculose — a mais frequente e de maior morbidade e mortalidade —, que prosperaram ações visando à redução da doença no mundo. O Banco Mundial, pelo impacto econômico da mortalidade de jovens, e a Organização Mundial da Saúde denominaram a doença emergência mundial desde 1993. O Brasi l tem sido exemplo, desde a formulação de normas para diagnóstico e tratamento elaboradas em conjunto pelo Ministério da Saúde e a comunidade acadêmica, com participação da sociedade civil, sem conflito entre medicina pública e privada. Alguns fatos merecem registro: o pioneirismo dos esquemas de tratamento encurtados, de dois anos para seis meses, permitindo o fechamento de sanatórios e o tratamento ambulatorial nos anos 80; o reconhecimento de grupos vulneráveis, em que a incidência é centenas de vezes mais alta do que na população geral, como indígenas, presidiários, pessoas com HIV e população de rua; medicamentos formulados em comprimidos de dose fixa combinada, que reduz de nove para quatro comprimidos diários; aquisição de equipamentos e insumos para diagnóstico rápido molecular; criação de centros de referência para casos complexos; e um banco de dados on-line, de alcance nacional, para vigilância epidemiológica; além de iniciativas como a Frente Parlamentar contra a Tuberculose e o aumento de orçamento de US$ 15 milhões em 2002 para US$ 85 milhões em 2014. Tudo isso compõe o arcabouço de governo, profissionais da saúde e sociedade civil.
Nesse cenário teoricamente favorável, é inadmissível o paradoxo de morrerem por ano quatro mil brasileiros de uma doença diagnosticável, tratável, virtualmente curável e com tratamento gratuito — o que nos permite, tristes, concluir que não existe mau paciente, e sim serviço de saúde ineficiente.
Margareth Dalcolmo
Pesquisadora da Fiocruz; artigo publicado em O Globo
terça-feira, 16 de junho de 2015
O SUS na mira de Eduardo Cunha
por Marcelo Pellegrini — publicado 21/04/2015
Há pouco mais de dois meses na presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se notabilizou por acelerar a tramitação de pautas polêmicas e engavetadas há anos, como a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e terceirização de toda a cadeia produtiva. Ao mesmo tempo em que certos projetos são tratados com rapidez por Cunha, investigações contra os planos de saúde, setor à qual a atividade parlamentar do presidente da Câmara é ligada, são barradas.
A CPI dos Planos de Saúde foi proposta pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP) no início da atual legislatura. Valente obteve todas as assinaturas necessárias, mas a instalação da comissão foi barrada por Cunha, que alegou "falta de foco". Diante do revés imposto pelo presidente da Câmara, Ivan Valente recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que deve decidir até o final de abril se a CPI cumpre ou não todos os requisitos para ser instalada. A seu favor, Valente conta com um parecer da consultoria legislativa da Câmara Federal. O documento afirma que o pedido "atende perfeitamente todo o necessário para que se instale a CPI respectiva", pois investigará “um fato notório” e de “relevância nacional”, que "possui mais do que o número mínimo de assinaturas confirmadas".
A "relevância nacional" citada pelo parecer é baseada em dados. Os planos de saúde lideram o ranking de reclamações dos consumidores no Procon durante a última década e perderam 88% das ações movidas contra eles na Justiça, uma indicação de contumaz descumprimento de obrigações contratuais. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), há outras irregularidades cometidas pelas operadoras de saúde, como a baixa remuneração dos médicos, o aumento do valor dos planos de saúde para os usuários acompanhado de redução de direitos, e a presença de cláusulas abusivas nos contratos. Em meio a este cenário, os planos de saúde registraram, em 2013, lucro recorde, de 111 bilhões de reais, fruto de um faturamento que, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), cresceu 197% entre 2003 e 2011 – no mesmo período, o valor pago pelos planos aos médicos teve reajuste de 64%.
Para Ivan Valente, números como esses deixam clara a necessidade de uma CPI. "É uma distorção enorme termos 50 milhões de pessoas, em um país subdesenvolvido, pagando o valor que pagam por um serviço péssimo", afirma. Valente diz não temer pressões exercidas por parlamentares financiados pelas operadoras de saúde, como ocorreu em CPI sobre o mesmo tema em 2003, mas atribui a decisão de Cunha a uma questão política. "A decisão de Cunha em barrar a instauração da CPI dos Planos de Saúde é uma decisão meramente política, uma vez que todos os requisitos para justificar uma investigação foram cumpridos", diz. Segundo o deputado paulista, além de investigar as operadoras e debater a situação da saúde, a CPI deve discutir "a influência dos planos de saúde na política".
A presença dos planos de saúde na política tem ficado cada vez mais saliente. Nas eleições de 2014, as doações eleitorais dos planos de saúde superaram em 32 vezes o valor de 2012, chegando a 54,9 milhões de reais para 131 candidatos, sendo 60 eleitos, entre eles a presidenta Dilma Rousseff (PT), três governadores, três senadores, 29 deputados federais e 24 deputados estaduais. Os grupos Amil, Unimed, Qualicorp eBradesco Saúde foram responsáveis por 95% do dinheiro ofertado em 2014. O último é um dos principais doadores de Cunha, tendo depositado 250 mil reais para o atual presidente da Câmara.
Conhecido defensor da manutenção do atual sistema de financiamento de campanha, que permite doações empresariais aos políticos, Cunha tem ação favorável aos planos, com destaque para Medida Provisória 627/2013, relatada por ele no ano passado. A MP tratava da tributação de lucros de empresas brasileiras no exterior, mas ganhou emendas estranhas a seu texto original, entre elas uma que concedia uma anistia de 2 bilhões de reais aos planos de saúde, aplicadas às operadoras pelo descumprimento de contratos com seus clientes. Aprovada na Câmara e no Senado, a emenda foi vetada por Dilma Rousseff.
Neste ano, Cunha voltou à carga a favor dos planos. Além de barrar a CPI pedida por Ivan Valente, desarquivou a PEC 451/2014, de sua autoria. O texto, que tramita em regime especial da Comissão e Constituição e Justiça da Câmara, insere "planos de assistência à saúde" como direitos dos trabalhadores, ao lado do FGTS, seguro-desemprego e licença-maternidade, por exemplo. Na prática, o texto obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados, o que elevaria o número de clientes das operadoras dos atuais 50 milhões para 71,5 milhões de pessoas.
No texto da proposta, Cunha justifica-se defendendo que "saúde é direito de todos", por isso, as empresas deveriam pagar pelos planos. A proposta, segundo críticos, não leva em conta que o direito à saúde universal e pública já é garantido pela Constituição e que o empregado só teria direito ao benefício uma vez que estivesse empregado.
Para a conselheira nacional de saúde, Ana Maria Costa, o efeito colateral desta proposta seria devastador para o Sistema Único de Saúde (SUS). "Com mais pessoas na saúde suplementar privada, os investimentos do Estado no SUS cairiam em detrimento dos subsídios aos planos, o que mataria aos poucos a ideia de uma saúde gratuita e universal para todos os brasileiros", afirma. Os subsídios a que Costa se refere são os benefícios dados aos planos de saúde pelo governo, que vão desde renúncias fiscais no imposto de renda até linhas de crédito do BNDES e outras isenções fiscais e tributárias. Costa defende que a PEC 451 de Eduardo Cunha é inconstitucional na medida em que "retira do Estado a proteção social de oferecer a saúde como direito gratuito e universal e o transfere para o setor privado".
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) concorda com Ana Costa. Para ele, serviços básicos não deveriam visar o lucro. "Determinadas áreas não deveriam ser abertas ao mercado. O SUS tem muitos defeitos, que devem ser aprimorados, mas sem ele a população pobre ficaria incapacitada de acessar serviços de saúde", afirma. Entidades da sociedade civil como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde também se manifestaram contra a PEC 451.
A assessoria da presidência da Câmara não se manifestou até o fim da reportagem.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Notificação de casos de HIV positivo passa a ser obrigatóri
O governo tornou obrigatória a notificação dos casos de infecção pelo vírus HIV, antecipando o momento em que essas pessoas entram na contabilidade nacional. A mudança foi anunciada em 2012 e publicada em portaria na semana passada. Os profissionais de saúde dos serviços públicos e privados deverão, a partir de agora, notificar regularmente às autoridades de saúde os casos de infecção por HIV, a partir da confirmação do diagnóstico.
Até então, os serviços de saúde tinham que fazer a notificação dos casos de aids, ou seja, após a manifestação da doença com o comprometimento do sistema imune, o que pode ocorrer anos depois da infecção.A determinação consta em portaria publicada no Diário Oficial da União, que inclui a infecção por HIV na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública. Antes, a obrigatoriedade era restrita aos casos de infecção em gestante, parturiente, puérpera e criança exposta ao risco de transmissão vertical do vírus.
A notificação da infecção pelo HIV seguirá os mesmos critérios de sigilo definidos na Lei de Acesso à Informação (12.527/2011). Os profissionais de saúde terão que notificar todos os casos de aids em adultos e crianças, mesmo que tenham sido comunicados anteriormente como infecção pelo HIV. Vale ressaltar que, a partir de agora, terão que ser notificados os portadores por HIV e também as pessoas que vivem com aids.
As pessoas com infecção pelo HIV em acompanhamento clínico-laboratorial e diagnosticadas com data anterior à publicação da Portaria serão notificadas à medida que comparecerem à rede de serviços de saúde. Os laboratórios da rede privada deverão informar, periodicamente, a Vigilância Epidemiológica todos os casos diagnosticados de infecção pelo HIV.
A nova lista é composta por 46 categorias de doenças e agravos que devem ser notificadas às autoridades de saúde, revisada com base no perfil epidemiológico nacional e alinhada ao Regulamento Sanitário Internacional de 2005. Integram esta lista as notificações de acidentes de trabalho grave e com exposição a material biológico; varicela em casos graves e óbitos; violência sexual e tentativa de suicídio como notificação imediata municipal, dentre outras. A atualização da lista é realizada sempre que há identificação de doenças e agravos de importância para a saúde pública nacional, desde 1961.
Até então, estes acidentes eram notificados apenas por unidades sentinelas (estabelecimentos de saúde que integram uma rede de vigilância específica). Tendo em vista a importância do tema, a notificação universal vai permitir uma visão mais concreta da realidade dos acidentes de trabalho no Brasil.
Varicela
A portaria também torna obrigatória a inclusão na lista nacional de casos graves e óbitos por varicela, popularmente conhecido como catapora. A notificação às secretarias estaduais e municipais passa a ser imediata, até 24 horas. A inclusão da doença na lista, além de permitir um acompanhamento dos casos e surto, possibilita uma análise da eficácia da incorporação da vacina contra a doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Vale ressaltar que em alguns estados a doença já era de notificação compulsória.Em até 90 dias, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, publicará normas sobre as definições de casos suspeitos e confirmados, fluxos e prazos da notificação e o funcionamento dos sistemas de informação em saúde.
A portaria também torna obrigatória a inclusão na lista nacional de casos graves e óbitos por varicela, popularmente conhecido como catapora. A notificação às secretarias estaduais e municipais passa a ser imediata, até 24 horas. A inclusão da doença na lista, além de permitir um acompanhamento dos casos e surto, possibilita uma análise da eficácia da incorporação da vacina contra a doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Vale ressaltar que em alguns estados a doença já era de notificação compulsória.Em até 90 dias, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, publicará normas sobre as definições de casos suspeitos e confirmados, fluxos e prazos da notificação e o funcionamento dos sistemas de informação em saúde.
Violência Sexual
A portaria também estabelece que os profissionais das urgências e emergências notifiquem imediatamente às autoridades de saúde do município os casos de violência sexual e de tentativas de suicídio. O objetivo é garantir atendimento integral e humanizado, seja com medidas clínicas – como prevenção da gestação com contraceptivo de emergência e profilaxia de DST/Aids e hepatite B – ou com encaminhamentos a atendimentos especializados nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em hospitais da rede.O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, ressalta que as informações geradas pela notificação são estratégicas para preparação de intervenções eficazes em saúde pública. “A notificação destas doenças possibilita que os gestores – tanto dos estados, municípios ou do próprio Ministério – monitorem e planejem ações de prevenção de controle, avaliem tendências e impacto das intervenções, indicando riscos para a população”, explica o secretário.A portaria atual simplifica a norma para melhorar a informação por parte dos profissionais de saúde, com definição sobre o fluxo e prazo para a notificação (semanal ou em até 24 horas) e qual autoridade de saúde deve ser notificada. A atualização da lista envolveu a participação de representantes de secretarias estaduais e municipais de Saúde.
terça-feira, 18 de março de 2014
Santa Maria participa da Reunião da Coordenação Regional
No dia 15 de março aconteceu a Reunião da Equipe de Coordenação Regional da Pastoral da Aids, no Convento São Lourenço dos Capuchinhos, em Porto Alegre. Dentre os assuntos tratados discutiu-se a Conjuntura atual da Política de DST/AIDS no Brasil; O Plano Nacional da Pastoral da Aids 2014-2016; O planejamento do trabalho no regional e definiu-se o Calendário de Eventos para 2014.
Dentre os participantes estavam presentes o Coordenador Regional da Pastoral da Aids no Sul III e o Secretário Executivo Nacional da Pastoral da Aids do Brasil além dos Coordenadores Diocesanos de Bagé, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul e Arquidiocese de Porto Alegre e Santa Maria. Foi um momento importante para reafirmar a importância para a defesa da vida e definir a direção e o caminho das ações que serão desenvolvidas nos próximos 3 anos.
Fonte: Blog da Pastoral da Aids do Regional
http://pastoralaidssul3.blogspot.com.br/2014/03/reuniao-coordenacao-regional-da.html
Dentre os participantes estavam presentes o Coordenador Regional da Pastoral da Aids no Sul III e o Secretário Executivo Nacional da Pastoral da Aids do Brasil além dos Coordenadores Diocesanos de Bagé, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul e Arquidiocese de Porto Alegre e Santa Maria. Foi um momento importante para reafirmar a importância para a defesa da vida e definir a direção e o caminho das ações que serão desenvolvidas nos próximos 3 anos.
segunda-feira, 10 de março de 2014
SUS oferecerá teste para Aids por fluido oral a partir de março
Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) a partir de março de 2014.
O resultado ficará pronto em até 30 minutos. Em um primeiro momento, o teste será utilizado por 40 ONGs parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde que atuam em 21 Estados e no Distrito Federal.
Segundo o Ministério da Saúde, terão prioridade ao novo método, durante essa fase inicial - prevista para iniciar em março - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua).
A partir do segundo semestre do próximo ano, o novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do "Fique Sabendo", nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública. Testes com essa metodologia e que tiverem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada. "As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem", disse o ministro.Sobre o tema, a Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério publicou no Diário Oficial da União a portaria nº 29, que aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças.
Fonte: Jornal O Estadão, fevereiro.
O resultado ficará pronto em até 30 minutos. Em um primeiro momento, o teste será utilizado por 40 ONGs parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde que atuam em 21 Estados e no Distrito Federal.
Segundo o Ministério da Saúde, terão prioridade ao novo método, durante essa fase inicial - prevista para iniciar em março - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua).
A partir do segundo semestre do próximo ano, o novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do "Fique Sabendo", nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública. Testes com essa metodologia e que tiverem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada. "As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem", disse o ministro.Sobre o tema, a Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério publicou no Diário Oficial da União a portaria nº 29, que aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças.
Fonte: Jornal O Estadão, fevereiro.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Capacitação para Novos Agentes
A Pastoral da Aids - Santa Maria está organizando capacitação para novos agentes, em breve publicaremos as novidades!
Feliz 2014 para todas e todos!
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Audiência Pública sobre Atendimento Pessoas com HIV
A audiência realizada dia 11 de dezembro, na Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria - RS, foi muito importante e conseguiu fazer uma boa avaliação do serviço de atendimento às pessoas com HIV no município. Além de serem levantados os problemas também conseguiu encaminhar tarefas práticas a serem executadas para melhoria do atendimento. Um Grupo de Trabalho foi criado e logo teremos mais notícias boas.
A Pastoral da Aids- Santa Maria RS ficou satisfeita com os encaminhamentos e soma-se ao GT para que possamos juntos pensar como enfrentar a epidemia. A carta que a Pastoral apresentou é esta, abaixo, na íntegra.
[Foto da mesa composta na audiência, Pe.Vanderlei Cargnin representou a Pastoral da Aids]
A Pastoral da Aids- Santa Maria RS ficou satisfeita com os encaminhamentos e soma-se ao GT para que possamos juntos pensar como enfrentar a epidemia. A carta que a Pastoral apresentou é esta, abaixo, na íntegra.
[Foto da mesa composta na audiência, Pe.Vanderlei Cargnin representou a Pastoral da Aids]
Carta Aberta:
Santa Maria, 11 de dezembro de 2013.
Prezadas,
prezados,
A
Pastoral da AIDS, fundada em 2001 nacionalmente e em 2004 na arquidiocese, é
uma pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB. A Pastoral segue a organização da igreja do Brasil,
com os regionais, dioceses, paróquias e comunidades. É composta por agentes
capacitados e por equipes de coordenação que realizam o serviço de informação e
assistência na base.
Realizamos
a Campanha de Incentivo ao Diagnóstico
Precoce para HIV e Hepatites Virais, além desta campanha temos como data de
reflexão e celebração a Vigília pelos
Mortos (3º domingo de maio) e o 1º de Dezembro como atividade de
conscientização.
Em nossas atividades, tanto de visitações quanto
de acompanhamento de pessoas que vivem e convivem com HIV ouvimos muitos
relatos das dificuldades que encontram para ter atendimento de qualidade. Por
esse motivo e por ver a realidade crescente da incidência do vírus HIV em nossa
cidade resolvemos procurar a Casa 13 de Maio, os médicos infectologistas que
atendem na rede SUS, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Vereadores e a
Secretaria de Saúde para que juntos possamos pensar e realizar ações que
melhorem o atendimento, nossa sugestão:
- Elaboração de um Plano de
Enfrentamento da Epidemia em Santa Maria, pensado em todos e com todos os
segmentos da sociedade;
- Fortalecimento da Equipe da
Casa 13 de Maio, com contratação de profissionais;
- Oferecer e incentivar a
qualificação e capacitação de profissionais da saúde e outros para atuarem com
pessoas que vivem e convivem com o HIV;
- O Programa
Municipal DST/Aids deve ter uma coordenação, atuante, com
autonomia para dialogar com a sociedade, propor ações que envolvam e que possa
planejar e executar o PAM anualmente.
Todas essas sugestões são
importantes para assegurar o direito das pessoas em ter informação, acesso ao
diagnóstico e tratamento.
Agradecemos a atenção de todos e todas e nos
colocamos a disposição para contribuir na construção de um plano que atenda
dignamente as pessoas.
Atenciosamente,
Pastoral da AIDS – Santa Maria - RS
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Audiência Pública
A Pastoral da Aids já algum tempo encontra dificuldade em realizar seu trabalho de prevenção devido ao atendimento na rede SUS ser deficitário. Em reunião com a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Vereadores, juntamente com o CTA Municipal e os médicos infectologistas, resolvemos fazer um chamamento tanto aos responsáveis pelo atendimento quanto a sociedade que utiliza o serviço, culminando assim na Audiência Pública que irá se realizar.
Queremos que tanto os serviços, as entidades, população em geral sintam-se convidados a pensar na melhoria do atendimento para quem busca informação, testagem, consultas e até mesmo internação.
Participe!
[Clique na imagem para ampliar]
Queremos que tanto os serviços, as entidades, população em geral sintam-se convidados a pensar na melhoria do atendimento para quem busca informação, testagem, consultas e até mesmo internação.
Participe!
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
1º DE DEZEMBRO DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS
O dia mundial de luta contra a AIDS surgiu com apoio da
Organização das Nações Unidas – ONU, durante a Assembleia Mundial de Saúde, em
outubro de 1987. Esta data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a
compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS, numa
tentativa de superação das barreiras que dificultam os trabalhos dos agentes.
Essas barreiras são principalmente o preconceito e a discriminação contra as
pessoas que vivem com HIV/AIDS, que dificultam inclusive o apoio adequado a
assistência e ao tratamento da Aids bem como o seu diagnóstico.
O que é AIDS? Em linhas gerais podemos dizer que a AIDS é uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunistas e câncer.
O que é AIDS? Em linhas gerais podemos dizer que a AIDS é uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV – (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunistas e câncer.
Como pega HIV?
Através de todos os tipos de relações sexuais sem proteção; uso compartilhado
de agulhas e seringas no caso de uso de drogas injetáveis; a mãe infectada
passa para o bebê na gestação, parto e amamentação; transfusão de sangue
contaminado e instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados.
Tratamento:
atualmente a terapia com os chamados “anti-retrovirais” proporciona melhoria da
qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunistas, redução da
mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. O Brasil já é modelo no
tratamento para a Aids, através do coquetel, que hoje é considerado pela OMS
(Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. O maior desafio
hoje é quebrar o preconceito contra a doença.
È importante ressaltar: A
Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres,
utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na
piscina, praia e, antes de tudo, não se pega Aids dando a mão ao próximo, seja
ele ou não soropositivo. Qualquer pessoa pode pegar HIV. A AIDS será vencida
através do comprometimento de todos, informação cuidado, tratamento, vencer o
preconceito e a discriminação são ações que ajudam a controlar a epidemia.
A AIDS em números: No
mundo 33 milhões de pessoas vivem com HIV; 25 milhões já morreram; são 12 mil
novas infecções por dia. No Brasil Segundo o senso demográfico de 2011, o
Brasil possui uma população de aproximadamente 190.732.694 pessoas.[1]
Desde o início da AIDS no país, em 1980, até os últimos dados oficiais, em
Junho de 2011, registraram-se 608.230 casos de Aids.[2]
É importante destacar que, em 2010, tivemos no Brasil 34.218 casos da doença
registrados. Isso equivale a 17,9 casos para cada 100 mil habitantes. “A cada
dia, no mundo, 16.000 pessoas se contaminam com o vírus da Aids (HIV), das
quais 50 %, ou seja, 8.000 indivíduos são jovens entre 15 e 24 anos.”[3]
A Igreja e a AIDS: tentando dar uma resposta à epidemia é que surgiu, dentro Igreja Católica, hoje aberta a outras denominações, a Pastoral da AIDS. A referida pastoral procura capacitar os cristãos, levando-os a um comprometimento no trabalho de prevenção e assistência. É a Igreja comprometida para que a vida prevaleça, segundo o ensinamento de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida”. Assim, a Pastoral da AIDS procura dar algumas respostas a epidemia: buscar e partilhar informações corretas; cuidar de si e dos outros; falar sobre AIDS na família, na escola, no trabalho, na comunidade; acompanhar pessoas que vivem com HIV/AIDS; evitar preconceito e discriminação; fazer valer o direito à saúde, com medicamentos, exames assistência; exigir saúde integral e humanizada. O Documento de Aparecida considera como prioridade fomentar uma pastoral com pessoas que vivem com HIV AIDS, em seu amplo contexto e em seus significados pastorais.
Como todos podem contrair o HIV, é importante fazer o exame para
saber se está com o vírus, independente do resultado. Caso seja positivo
possibilita melhor tratamento, evita doenças oportunistas e, se necessário,
adota uso de medicação. Se o resultado do exame for negativo, você renova o
compromisso de cuidado e prevenção consigo e com os outros. O teste é sigiloso
e o tratamento é gratuito. Diante disso, a pastoral assume o compromisso de
prestar um “Serviço de prevenção ao HIV e assistência aos soropositivos: “A
Igreja assume este serviço e, sem preconceitos, acolhe, acompanha e defende os
direitos daqueles e daquelas que foram infectados pela Aids. Faz também o
trabalho de prevenção, pela conscientização dos valores evangélicos, sendo presença
misericordiosa e promovendo a vida como bem maior.” (Diretrizes Gerais da CNBB 2003-2006, n. 123).
A diocese de Santa Maria através da
pastoral da DST/AIDS quer ser uma presença na vida das famílias e
principalmente dos que são infectados com vírus. A pastoral tem como objetivo é mobilizar a sociedade santa mariense e todos
aqueles que são cristãos para respeitar, garantir, ajudar e apoiar os que vivem
com o vírus da Aids. Esta mesma pastoral procura engajar todas as pessoas de
boa vontade na prevenção e na luta contra a Aids. A pastoral de DST/Aids tem
como estratégia e método de trabalho distribuir materiais formativos e
informativos sobre a doença como cartazes, folhetos, spots e mensagens em
diferentes meios de comunicação. Promove debates, encontros, treinamentos para
informar os católicos e a sociedade sobre a Aids e a sua prevenção. Ela usa os
espaços da Igreja e da sociedade para conscientizar as pessoas sobre os riscos
e perigos da Aids.
Através da Pastoral DST/Aids, a Igreja de
Santa Maria está respondendo profeticamente na luta contra a Epidemia que
atinge homens, mulheres e crianças na nossa cidade. A tarefa da pastoral é
formar pessoas e agentes para ajudá-la a informar, prevenir e cuidar daqueles
que estão infectados pelos vírus. A Igreja, por meio dessa pastoral, tem
buscado uma prática conjunta com outros órgãos governamentais e não
governamentais. É necessário criar redes de comunicação e de informação para
combater a doença. Penso que buscando respostas e soluções conjuntas em Santa
Maria e no resto do mundo poderemos ser bem sucedidos na luta contra a Aids.
Pastoral da AIDS - Santa Maria
Pe. Vanderlei Luiz Cargnin - assessor.
[1] Cf.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Online.
[3] KOINONIA
Presença Ecumênica e Serviço e do Programa
Saúde e Direitos – Projeto Aids e Igrejas. AIDS E IGREJAS: um convite à
ação. P. 9. Online.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
VIGILIA PELOS MORTOS DA AIDS
A Vigília é um movimento mundial que iniciou em 1983. Pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade para a problemática do HIV/Aids. Fazendo memória dos mortos em conseqüência da Aids, a Vigília pretende suscitar solidariedade aos portadores do HIV e despertar toda a população para a prevenção.
A igreja, mobilizada pela Pastoral de DST/Aids está envolvida nesta iniciativa. Dá sua contribuição, convocando todos os cristãos e comunidades para a colhida solidária das pessoas que vivem com HIV, para a difusão de informações que defendam a vida, para uma prece esperançosa por aqueles que já morreram. Afinal, a morte não é a última palavra para o ser humano. Cristo ressuscitou e também nós vamos ressuscitar.
Diante das mortes causadas pela epidemia, diante da injusta distribuição dos recursos para seu controle, rezemos e nos unamos a todas as pessoas de boa vontade para que a vida prevaleça: em nós, nos outros e naqueles atingidos pela Aids.
A igreja, mobilizada pela Pastoral de DST/Aids está envolvida nesta iniciativa. Dá sua contribuição, convocando todos os cristãos e comunidades para a colhida solidária das pessoas que vivem com HIV, para a difusão de informações que defendam a vida, para uma prece esperançosa por aqueles que já morreram. Afinal, a morte não é a última palavra para o ser humano. Cristo ressuscitou e também nós vamos ressuscitar.
Diante das mortes causadas pela epidemia, diante da injusta distribuição dos recursos para seu controle, rezemos e nos unamos a todas as pessoas de boa vontade para que a vida prevaleça: em nós, nos outros e naqueles atingidos pela Aids.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
São Paulo – 458 anos: ´Cidade está perdendo a luta pela prevenção do HIV entre usuários de drogas´, dizem ativistas
De acordo com os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, 74.310 pessoas foram registradas com aids na cidade até 2009. Quase 13 mil casos são entre usuários de droga injetável, o que representa aproximadamente 17% do total.No mês em que São Paulo completa 458 anos, uma ação policial na Cracolândia, região central da cidade, ganhou notoriedade nacional e provocou vários debates na sociedade sobre os problemas relacionados ao uso de drogas.
Em referência ao aniversário de São Paulo, a Agência de Notícias da Aids preparou uma série especial sobre a vulnerabilidade dos dependentes químicos da cidade às infecções virais, como o HIV. Para ativistas, o poder público falha no atendimento e na abordagem sobre prevenção de doenças nesta população.
A supervisão Técnica de Saúde da Sé, área de atendimento da Prefeitura na região central da cidade, registra a maior notificação de aids entre usuários de droga injetável em todo o município, 1.133 até 2009.
Entre 2007 e 2009, 794 pessoas foram registradas como portadoras da hepatite B na cidade, sendo que o uso de drogas foi o provável meio de transmissão. No mesmo período, 1.480 foram diagnosticadas com hepatite C, também em decorrência do compartilhamento de seringas, cachimbos e canudos para consumo de drogas.
“Nem na Cracolândia e em nenhum outro lugar da cidade há ações efetivas de prevenção de doenças entre usuários de drogas. Existem apenas projetos isolados em parceria com a sociedade civil”, afirma o Coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho.
Para ele, o poder público não está conseguindo responder à vulnerabilidade dos usuários de droga frente ao HIV e às hepatites virais. “Usuários de droga que moram na rua, por exemplo, muitas vezes não são atendidos nas unidades de saúde porque estão sujos. Antes de serem vistos como vulneráveis a todas essas doenças, os dependentes químicos precisam ser vistos pelos serviços públicos de saúde e pela sociedade como cidadãos”, critica.
O ativista disse ainda que a recente operação na região central de São Paulo deixou claro que o governo não tem solução para o problema do uso de drogas. “Eles não estudam sobre o assunto, e muito menos incentivam pesquisas nesta área com a intenção de solucionar o problema. O que ocorreu na Cracolândia foi um ato de violência pública assistida e aplaudida pela sociedade”, disse.
Rodrigo Pinheiro, Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, confirma que muitas pessoas procuram essa rede de organizações não governamentais para reclamar sobre o despreparo dos serviços de saúde no atendimento de usuários de drogas. “Os profissionais de saúde precisam se aproximar mais destas pessoas com a intenção de conquistar a confiança delas e assim encaminhá-las aos serviços especializados”, afirma.
Para ele, só depois de estabelecida uma confiança do dependente químico para com os profissionais de saúde será possível discutir prevenção. “Não dá pra falar de sexo seguro, por exemplo, com uma pessoa que está sobre os efeitos de drogas e a única coisa que lhe interessa é procurar por mais droga”, enfatizou.
Domiciano Siqueira é um dos fundadores da Associação Brasileira de Redutores e Redutoras de Danos (ABORDA) e há mais de 16 anos trabalha com educação sobre DST/aids e drogas. Segundo ele, a maneira como a polícia abordou os dependentes químicos na Cracolândia foi inútil. “Foi um show da polícia que poderá ser usado até em campanhas eleitorais”, comentou. “Todas as vezes que tentaram retirar os usuários de uma determinada região, a ação foi temporária”, acrescentou.
O especialista acredita que a operação na Cracolândia é um exemplo de como os governantes e o senso comum da sociedade gostariam de agir com os dependentes químicos. “Tudo que não gostam, querem eliminar”, finaliza.
Fonte: http://agenciaaids.com.br
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Obstáculo em números
Estudo mostra dificuldades na hora de contar que é portador do HIV
Viver com HIV exige cuidados especiais consigo mesmo, mas também com o próximo: como se dá o processo de revelação da soropositividade nas relações sexuais ou afetivas?
Foi isso que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) resolveram investigar, em estudo publicado na edição de setembro da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.
A pesquisa analisou como e se homens, hétero e bissexuais, contam sobre sua condição para seus parceiros sexuais. Os resultados indicaram que o ato de revelar requer confiança e que é mais frequente entre heterossexuais, mas também para parceiros fixos, soropositivos, para mulheres, e menos frequente para profissionais do sexo.
Os dados da pesquisa apontaram que, nos seis meses anteriores ao estudo, dos consultados, 69% relataram terem revelado sobre o problema de saúde para parceiros fixos, mas apenas 32% contaram sobre a situação para profissionais do sexo ou anônimos com que se envolveram. A análise das informações obtidas também indicou que a proporção de revelações do diagnóstico foi maior em casos em que os parceiros fixos eram mulheres ou também soropositivos para HIV.
No que se refere ao uso de preservativos, a maioria relatou o uso consistente, embora esse tenha sido menos frequente com parceiros soropositivos. “Em contextos marcados por preconceitos, a falha na revelação do diagnóstico e a incorporação compensatória do uso de camisinha nem sempre resolveu o problema, frequentemente levantando suspeitas e aumentando o estigma pelo parceiro mais do que a cumplicidade na prevenção”, comentam os pesquisadores.
A dificuldade de revelar o diagnóstico por medo de perder a/o namorado ou esposa/o apresentada pelos entrevistados foi tão grande que em um dos casos o consultado abandonou o parceiro sem explicações, após descobrir que tinha a doença. Além disso, os entrevistados também afirmaram terem dificuldades para iniciarem uma nova relação afetiva devido à necessidade de contar que são portadores do vírus.
O estudo ainda indicou que os participantes raramente conversaram sobre situações de revelação de sua condição para parceiros com profissionais de saúde de serviços especializados. “Não cabe aos profissionais de saúde determinar como as pessoas devem se comportar ou quais decisões devem tomar suas vidas afetivas, familiares, reprodutivas ou sexuais”, ressaltam os pesquisadores. “No entanto, cabe a esses trabalhadores tentar enfrentar o desafio de garantir o direito a uma vida sexual e reprodutiva de qualidade, em favor de que as decisões feitas no cotidiano sejam realizadas após o entendimento adequado das dificuldades, tornando os pacientes não meros portadores de HIV, mas pessoas que vivem com o vírus em questão”.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Compartilhe se você apoia essa iniciativa.
Breve Histórico:
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado para relembrar o combate à doença e
despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a
compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.
Foi a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU),
que instituiu a data de 1º de dezembro. A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil,
a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministro da Saúde.
A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões relacionadas
à doença. Em 1990, por exemplo, quando a Aids ainda era mais disseminada entre os homens, o tema foi "A Aids e a Mulher". Em 1997, foi a vez de as crianças infectadas serem lembradas. A importância da família e da união de forças também já foram destacadas como importantes aliados da luta contra a Aids.
O dia 1º de dezembro deste ano focaliza a necessidade de fazer o teste para HIV. Com o tema "Faça o teste do HIV. é bom pra você". Dados do Ministério da saúde confirmam as dificuldades do diagnóstico tardio. Ele dificulta a adesão ao tratamento, tem um custo físico maior e um gasto acrescido para o sistema de saúde. Fazer o teste HIV é bom para a saúde; é gratuito e sigiloso; é um direito seu. O único trabalho que você vai ter é procurar o posto de saúde mais próximo. Ali vais encontrar todas as informações e procedimentos para fazer o teste.
É bom fazer o teste da Aids mesmo sem ter sintomas da doença.
É bom fazer o teste da Aids mesmo sem ter sintomas da doença.
· Se tiver o HIV, o acompanhamento médico ajuda a evitar doenças, facilita o tratamento e impede a transmissão da mãe para o bebê.
· Se não tiver o HIV, renove o compromisso de cuidado e prevenção.
· Muitos morrem de aids por não fazer o teste!
· Além de fazer o teste incentive outros a fazer!
O dia mundial de luta contra a Aids é um convite à solidariedade com quem vive com HIV e está em situação de vulnerabilidade ou exclusão
Também é uma oportunidade para:
Também é uma oportunidade para:
· Combater a discriminação e preconceito
· Denunciar a falta de acesso aos serviços e aos direitos
· Incentivar as pessoas a fazer o teste HIV
· Fortalecer a política de acesso universal à prevenção e tratamento
A Pastoral se engaja na luta política que defende os direitos das pessoas soropositivas e que promove a difusão de informações de prevenção. Organizar caminhadas, palestras, oficinas, apresentações artísticas, celebrações, programas de rádio e televisão, distribuir material informativo, promover seminários e debates em espaços públicos, além de aliar-se aos movimentos locais de luta contra Aids são algumas iniciativas que podem ser realizadas.
Fonte: Pastoral da Aids Nacional
Fonte: Pastoral da Aids Nacional
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Cresce número de jovens homossexuais portadores de HIV
Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que houve um aumento, ainda que pequeno, no número de homens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos no período 2000-2010.
Em contrapartida, a incidência do vírus HIV entre mulheres héteros da mesma faixa etária caiu substancialmente na última década. No ano 2000, eram 1.583. Dez anos depois, 756.
Ao invés das formas clássicas de divulgação, serão utilizadas redes sociais, shows e programas populares de TV para divulgar formas de se evitar a doença.
A campanha terá início em 1º de dezembro e será encerrada no fim do Carnaval.
HOMENS PORTADORES DO HIV
Homossexuais com idade entre 15 e 24 anos
2010 - 514
2009 - 448
2008 - 473
2007 - 403
2006 - 321
2005 - 351
2004 - 335
2003 - 396
2002 - 378
2001 - 349
2000 - 321
Bissexuais com idade entre 15 e 24 anos
2010 - 154
2009 - 161
2008 - 160
2007 - 167
2006 - 149
2005 - 194
2004 - 171
2003 - 205
2002 - 190
2001 - 193
2000 - 208
Héteros com idade entre 15 e 24 anos
2010 - 411
2009 - 448
2008 - 420
2007 - 412
2006 - 409
2005 - 481
2004 - 491
2003 - 585
2002 - 539
2001 - 502
2000 - 483
MULHERES PORTADORAS DO HIV
2010 - 756
2009 - 897
2008 - 948
2007 - 1.020
2006 - 1.004
2005 - 1.160
2004 - 1.422
2003 - 1.594
2002 - 1.563
2001 - 1.573
2000 - 1.583
Fonte: Folha e Ministério da Saúde.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Seminário Hepatites
A Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Meio Ambiente, juntamente com a Superintendência de Vigilância Sanitária de Saúde de Santa Maria, tem a honra de convidá-lo (a) para o Seminário sobre prevenção às Hepatites.
Dia: 30 de novembro de 2011
Horas: 9h ás 12h e das 13h30 às 17h
Local: Auditório da Prefeitura Municipal de Santa Maria - Centro
8h30 - Credenciamento
Palestrantes: Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold, Enfermeira Ana Motta, Odontóloga Carla da Rocha Sartori Sendtko, Farmacêutica-Bioquímica Cristiane Piva
Informações: Gabinete da Vereadora Maria de Lourdes Castro
55 3220.7240
mlrcastro.assessoriadeimprensa@gmail.com
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Pastoral da Aids inicia visitação
A Pastoral da Aids iniciou as visitações para Incentivar o Diagnóstico Precoce para HIV e Hepatites, o residencial Cipriano Rocha, na região oste de Santa Maria recebeu os visitadores no domingo dia 20 de novembro.
Na visita foi possível conversar com os moradores sobre a importância do diagnóstico precoce, tirar algumas dúvidas sobre transmissão dos vírus e como as pessoas podem acessar os exames e tratamento.
No geral os visitadores foram bem recebidos, sentimos nas pessoas um anseio em saber sobre o HIV e Hepatites bem como onde procurar atendimento.
O residencial Cipriano Rocha compreende 372 residencias com moradores provenientes de áreas de risco da cidade.
Na visita foi possível conversar com os moradores sobre a importância do diagnóstico precoce, tirar algumas dúvidas sobre transmissão dos vírus e como as pessoas podem acessar os exames e tratamento.
No geral os visitadores foram bem recebidos, sentimos nas pessoas um anseio em saber sobre o HIV e Hepatites bem como onde procurar atendimento.
O residencial Cipriano Rocha compreende 372 residencias com moradores provenientes de áreas de risco da cidade.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Brasil vai fabricar equipamento que detecta HIV com apenas uma gota de sangue
Rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B também poderão
ser diagnosticadas com o novo aparelho
O Brasil vai produzir e utilizar na rede pública um aparelho para teste rápido de HIV, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B em gestantes com apenas uma gota de sangue. O acordo para fabricação do equipamento foi assinado ontem entre o Instituto Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Paraná, e a empresa de equipamentos médicos e hospitalares Lifemed.
Criado pela Universidade Federal do Paraná, o kit, que inclui o aparelho e os materiais necessários aos exames, pode diagnosticar as doenças em até 30 minutos. Atualmente, o resultado dos exames leva semanas para ficar pronto. Por ser portátil, o equipamento pode ser levado a áreas de difícil acesso, à periferia das grandes cidades e à zona rural.
O kit nacional chegará ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente em 2014. Com ele, o Ministério da Saúde espera, entre outros objetivos, reduzir a taxa de prevalência das doenças entre grávidas a partir do diagnóstico rápido e precoce no pré-natal, uma das metas do Programa Rede Cegonha, lançado este ano pela presidenta Dilma Rousseff. A cada ano são registrados, por exemplo, 19 mil casos de sífilis congênita no país.
— Esse equipamento, com o tempo, pode incorporar o diagnóstico de outras doenças infecciosas e podemos ampliar (o uso) não somente para o pré-natal, mas para toda a rede básica — disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o aparelho tem potencial para diagnosticar cem tipos diferentes de doenças. Cada kit pode ser usado por até cem pacientes.
O ministério irá gastar cerca de R$ 950 milhões com a compra gradual das unidades no período de cinco anos. A economia para os cofres públicos é estimada em R$ 177 milhões de reais com a redução de importações e outros custos. Em 2014, serão comprados 2 milhões de kits. Em 2019, o montante será elevado para 10 milhões de unidades. De acordo com Padilha, em cinco anos, os kits nacionais serão suficientes para abastecer a rede pública em todo o país. Cada kit vai custar R$ 30,40 no primeiro lote de compras, em 2014. Com o aumento das encomendas, o preço de cada equipamento deve cair para R$ 21,50 em 2019, segundo estimativa do próprio governo.
Criado pela Universidade Federal do Paraná, o kit, que inclui o aparelho e os materiais necessários aos exames, pode diagnosticar as doenças em até 30 minutos. Atualmente, o resultado dos exames leva semanas para ficar pronto. Por ser portátil, o equipamento pode ser levado a áreas de difícil acesso, à periferia das grandes cidades e à zona rural.
O kit nacional chegará ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente em 2014. Com ele, o Ministério da Saúde espera, entre outros objetivos, reduzir a taxa de prevalência das doenças entre grávidas a partir do diagnóstico rápido e precoce no pré-natal, uma das metas do Programa Rede Cegonha, lançado este ano pela presidenta Dilma Rousseff. A cada ano são registrados, por exemplo, 19 mil casos de sífilis congênita no país.
— Esse equipamento, com o tempo, pode incorporar o diagnóstico de outras doenças infecciosas e podemos ampliar (o uso) não somente para o pré-natal, mas para toda a rede básica — disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o aparelho tem potencial para diagnosticar cem tipos diferentes de doenças. Cada kit pode ser usado por até cem pacientes.
O ministério irá gastar cerca de R$ 950 milhões com a compra gradual das unidades no período de cinco anos. A economia para os cofres públicos é estimada em R$ 177 milhões de reais com a redução de importações e outros custos. Em 2014, serão comprados 2 milhões de kits. Em 2019, o montante será elevado para 10 milhões de unidades. De acordo com Padilha, em cinco anos, os kits nacionais serão suficientes para abastecer a rede pública em todo o país. Cada kit vai custar R$ 30,40 no primeiro lote de compras, em 2014. Com o aumento das encomendas, o preço de cada equipamento deve cair para R$ 21,50 em 2019, segundo estimativa do próprio governo.
Fonte: Zero Hora, 18/11/11
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