Pages

Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Diminui taxa de crianças menores de 5 anos com aids em dez anos

O número de casos de aids em crianças de até 5 anos de idade tem caído no Brasil desde 2000. A queda não ocorreu de maneira igual em todas as partes do país. Enquanto, a taxa de incidência da doença entre as crianças reduziu no Sudeste na última década, cresceu no Norte e Nordeste. É o que mostra o Saúde Brasil, publicação anual do Ministério da Saúde que traz dados sobre a saúde do brasileiro.

No Brasil, a prevalência da aids nos menores de 5 anos passou de 5,4 casos para três casos por 100 mil habitantes, de 2000 para 2009. Na Região Sudeste, a redução foi de 8,2 para 2,8 casos no mesmo período. No Norte, o movimento foi inverso do nacional, subindo de 1,9 para quatro casos por grupo de 100 mil habitante. No Nordeste, a taxa cresceu de 1,4 para 2,3.

Nessa faixa etária, a maioria dos casos de contaminação ocorre de mãe para filho durante a gravidez, a chamada transmissão vertical. O próprio Ministério da Saúde conclui, na publicação, que a oferta de pré-natal de qualidade, com o teste de HIV nas gestantes, evitaria muitos casos infantis das doenças. ´Como o diagnóstico da infecção pelo HIV, no início da gestação, possibilita o efetivo controle da infecção materna e a consequente diminuição da transmissão vertical, o teste anti-HIV deve ser sempre oferecido, com aconselhamento pré e pós-teste, para todas as gestantes, na primeira consulta do pré-natal, independentemente de sua aparente situação de risco´, diz o documento.

A meta do Brasil é reduzir a transmissão vertical de 6,8%, taxa verificada em 2004, para menos de 2% até 2015. Em mais da metade dos casos, a infecção acontece durante o parto. De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes soropositivas no país, sendo que 75,6% viviam no Sul e Sudeste.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Medicamentos e crianças: o dilema dos “órfãos terapêuticos”


Em decorrência de implicações éticas e muitas vezes pela falta de interesse financeiro das grandes empresas farmacêuticas, ainda persiste o quadro de um dos maiores problemas de saúde pública do mundo: o baixo número de alternativas terapêuticas com evidência comprovada para o tratamento de enfermidades em crianças.
Já existem na literatura diversas publicações que relatam as altas prevalências na utilização de medicamentos não aprovados ou não padronizados para crianças, tanto em consultórios pediátricos quanto em unidades de internação e de tratamento intensivo pediátricas, de modo não justificado, ou mesmo por desconhecimento dos prescritores em relação a essas peculiaridades.
Com muita freqüência, a prescrição e o uso desses medicamentos, nas faixas pediátricas, são baseados em extrapolações de doses e/ou modificações de formulações para adultos, ignorando-se completamente as diferenças entre crianças e adultos e submetendo aquelas aos riscos de eficácia não comprovada e de paraefeitos não avaliados.
Há mais de 30 anos, Shirkey já reconhecia a existência do sério dilema da padronização de medicamentos pediátricos, chamando-os de “órfãos terapêuticos”. Apesar de diversas iniciativas das agências reguladoras e de instituições como a Organização Mundial da Saúde – OMS e o Medico Sem Frontenteiras – MSF, ainda em geral, tratamentos, vacinas e diagnósticos pediátricos são drasticamente pouco pesquisados.
A lacuna existente entre as necessidades e os medicamentos disponíveis é fortemente evidente no tratamento de HIV/AIDS: como poucas crianças são infectadas pelo HIV nos países ricos (quase 100 crianças são infectadas na Europa ou América do Norte a cada ano, comparando com as 560.000 infectadas na África), as empresas farmacêuticas não têm um incentivo econômico para desenvolver medicamentos ou testes que funcionem para crianças. Como resultado, muitos antirretrovirais nunca foram testados em crianças. Testes de diagnóstico também são, infelizmente, inadequados para elas.
Como iniciativa para minimizar a falta de acesso a informações sobre o uso de medicamentos em crianças publicou neste ano a terceira edição de uma lista de referência para uso de medicamentos em crianças (Model List of Essential Medicines for Children). Outra publicação também muito útil é o formulário terapêutico (Model Formulary for Children) com informações sobre 240 medicamentos essenciais para crianças com menos de 13 anos. Este guia traz dados sobre uso, dosagem e efeitos colaterais dos medicamentos e também alertas sobre quais crianças não devem tomá-los. O documento com 528 páginas tem ainda um roteiro de interações medicamentosas mais comuns.”Sem um guia global, muitos profissionais da saúde tinham que receitar remédios com base em evidências muito limitadas”, disse o médico Hans Hogerzeil, da OMS.
Cerca de 8,8 milhões de crianças com menos de 5 anos morrem todos os anos, muitas de doenças como diarréia e pneumonia, que poderiam ser evitadas com o uso correto dos remédios, segundo a OMS.
Fonte: http://www.politicasfarmaceuticas.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ministério da Saúde amplia tratamento para crianças com aids

O tipranavir é o primeiro medicamento que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia adotado no país para menores de 6 anos de idade


As crianças que vivem com aids no Brasil vão poder contar com novos tratamentos a partir da próxima semana. O Ministério da Saúde incluiu no esquema terapêutico de crianças e adolescentes o primeiro antirretroviral (ARV) incorporado ao SUS exclusivamente para esses pacientes, o tipranavir. A droga entra como opção mais confortável de medicação de 3ª linha, ou seja, moderna e indicada para vírus resistentes – a 1ª linha é composta por medicamentos mais usuais e utilizados em tratamentos iniciais. O tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate, que auxilia quando não há resposta ao tratamento ou falha na terapia, adotado no país que poderá ser utilizado por menores de 6 anos de idade.


Antirretrovirais
 
“Além de ampliar a qualidade de vida dessa população e proporcionar melhor adesão ao tratamento contra a doença, a medida atualiza o consenso pediátrico atual”, destaca o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Farão parte das recomendações outras duas formulações (fosamprenavir solução oral e darunavir pediátrico). Em combinação com o ritonavir solução oral, estes medicamentos são potencializados e inibem a replicação do HIV, ajudando a reduzir a infecção das células saudáveis do organismo.
 
Até então, o esquema de resgate terapêutico de 3ª linha era feito com ARV indicados para adultos e utilizados por crianças como medida excepcional. Os menores de 5 anos e de baixo peso só tinham a opção do inibidor de protease (lopinavir/ritonavir), utilizado quando ocorria falha terapêutica com os medicamentos prescritos no tratamento inicial. Com uma formulação mais moderna, cada dose do fosamprenavir, por exemplo, representa ¼ do volume da dose do amprenavir, que será substituído.
 
Ao todo, o Ministério da Saúde oferece 13 drogas para crianças que desenvolveram a doença. Atualmente existem no Brasil 4.006 menores de 13 anos em tratamento, sendo que 186 deles estão utilizando medicamentos de 3ª linha. O orçamento para o acesso universal aos antirretrovirais no Brasil é da ordem de R$ 846,7 milhões e o investimento brasileiro em ARV para crianças é de R$ 9,7 milhões.
 
Orientação - Médicos e farmacêuticos de Unidade de Dispensação de Medicamentos (UDM) dos serviços de saúde especializados em HIV/aids receberam nota técnica sobre os novos ARV. O documento traz informações de prazos de armazenamento e realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
 
No texto, os médicos também são alertados a repassar aos pais e cuidadores de crianças com aids informações sobre como administrar as doses dos remédios. O frasco do ritonavir pode durar de três a seis meses e o curto período de validade (6 meses) se dá em decorrência da própria formulação do medicamento. Por esta razão, os usuários são orientados a retornar com o frasco do medicamento a cada consulta e retirada do ritonavir na UDM, para melhor controle do produto. A precaução é para evitar que a criança tome medicamento vencido.

Fonte: Ministério da Saúde