Após a Segunda Guerra Mundial, surgiram os primeiros medicamentos para tratamento, iniciando pela estreptomicina, até a rifampicina, no fim dos anos 60, e ainda hoje protagonista no tratamento da tuberculose. Apesar dos avanços nos últimos anos, com redução de 25% na incidência e 32% na mortalidade, o Brasil está entre os 22 países de maior carga de tuberculose no mundo, com 70 mil casos novos e cerca de quatro mil mortes anuais. Doença urbana, ligada a condições de vida, sua redução no país nas últimas décadas tem sido desigual. A redução anual, de cerca de 2,5%, é muito aquém da esperada.
Com a expectativa de erradicação nos próximos 50 anos, seria necessária uma queda de 6% ao ano. No mundo, três países do Brics — China, Índia e África do Sul — concentram 60% dos casos. Identificar o sintomático respiratório, definido como a pessoa com tosse há mais de três semanas, e tratar é o mais eficiente. O tratamento, recomendado mundialmente, é composto de uma associação de fármacos de comprovada eficácia, utilizada há mais de 30 anos. Há evidências de que sua efetividade, porém, depende não só da disponibilidade de bons medicamentos, mas de fatores como adequada organização de ações, recursos humanos qualificados e tratamento humanizado. Cinquenta anos após o lançamento da rifampicina, vivemos um momentum, com a descoberta de novas moléculas e estudos clínicos para testar eficácia e redução do tempo de tratamento. Há cerca de 20 novas moléculas em diversas fases de estudo e dois novos fármacos (bedaquilina e delamanide) recentemente aprovados por órgãos regulatórios internacionais para formas multirresistentes. Deverão estar disponíveis no Brasil no próximo biênio.
Foi no início dos anos 90, com a epidemia de Aids e a alta mor talidade na associação HIVtuberculose — a mais frequente e de maior morbidade e mortalidade —, que prosperaram ações visando à redução da doença no mundo. O Banco Mundial, pelo impacto econômico da mortalidade de jovens, e a Organização Mundial da Saúde denominaram a doença emergência mundial desde 1993. O Brasi l tem sido exemplo, desde a formulação de normas para diagnóstico e tratamento elaboradas em conjunto pelo Ministério da Saúde e a comunidade acadêmica, com participação da sociedade civil, sem conflito entre medicina pública e privada. Alguns fatos merecem registro: o pioneirismo dos esquemas de tratamento encurtados, de dois anos para seis meses, permitindo o fechamento de sanatórios e o tratamento ambulatorial nos anos 80; o reconhecimento de grupos vulneráveis, em que a incidência é centenas de vezes mais alta do que na população geral, como indígenas, presidiários, pessoas com HIV e população de rua; medicamentos formulados em comprimidos de dose fixa combinada, que reduz de nove para quatro comprimidos diários; aquisição de equipamentos e insumos para diagnóstico rápido molecular; criação de centros de referência para casos complexos; e um banco de dados on-line, de alcance nacional, para vigilância epidemiológica; além de iniciativas como a Frente Parlamentar contra a Tuberculose e o aumento de orçamento de US$ 15 milhões em 2002 para US$ 85 milhões em 2014. Tudo isso compõe o arcabouço de governo, profissionais da saúde e sociedade civil.
Nesse cenário teoricamente favorável, é inadmissível o paradoxo de morrerem por ano quatro mil brasileiros de uma doença diagnosticável, tratável, virtualmente curável e com tratamento gratuito — o que nos permite, tristes, concluir que não existe mau paciente, e sim serviço de saúde ineficiente.
Margareth Dalcolmo
Pesquisadora da Fiocruz; artigo publicado em O Globo
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terça-feira, 16 de junho de 2015
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Capacitação para Novos Agentes
A Pastoral da Aids - Santa Maria está organizando capacitação para novos agentes, em breve publicaremos as novidades!
Feliz 2014 para todas e todos!
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Audiência Pública
A Pastoral da Aids já algum tempo encontra dificuldade em realizar seu trabalho de prevenção devido ao atendimento na rede SUS ser deficitário. Em reunião com a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Vereadores, juntamente com o CTA Municipal e os médicos infectologistas, resolvemos fazer um chamamento tanto aos responsáveis pelo atendimento quanto a sociedade que utiliza o serviço, culminando assim na Audiência Pública que irá se realizar.
Queremos que tanto os serviços, as entidades, população em geral sintam-se convidados a pensar na melhoria do atendimento para quem busca informação, testagem, consultas e até mesmo internação.
Participe!
[Clique na imagem para ampliar]
Queremos que tanto os serviços, as entidades, população em geral sintam-se convidados a pensar na melhoria do atendimento para quem busca informação, testagem, consultas e até mesmo internação.
Participe!
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
São Paulo – 458 anos: ´Cidade está perdendo a luta pela prevenção do HIV entre usuários de drogas´, dizem ativistas
De acordo com os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, 74.310 pessoas foram registradas com aids na cidade até 2009. Quase 13 mil casos são entre usuários de droga injetável, o que representa aproximadamente 17% do total.No mês em que São Paulo completa 458 anos, uma ação policial na Cracolândia, região central da cidade, ganhou notoriedade nacional e provocou vários debates na sociedade sobre os problemas relacionados ao uso de drogas.
Em referência ao aniversário de São Paulo, a Agência de Notícias da Aids preparou uma série especial sobre a vulnerabilidade dos dependentes químicos da cidade às infecções virais, como o HIV. Para ativistas, o poder público falha no atendimento e na abordagem sobre prevenção de doenças nesta população.
A supervisão Técnica de Saúde da Sé, área de atendimento da Prefeitura na região central da cidade, registra a maior notificação de aids entre usuários de droga injetável em todo o município, 1.133 até 2009.
Entre 2007 e 2009, 794 pessoas foram registradas como portadoras da hepatite B na cidade, sendo que o uso de drogas foi o provável meio de transmissão. No mesmo período, 1.480 foram diagnosticadas com hepatite C, também em decorrência do compartilhamento de seringas, cachimbos e canudos para consumo de drogas.
“Nem na Cracolândia e em nenhum outro lugar da cidade há ações efetivas de prevenção de doenças entre usuários de drogas. Existem apenas projetos isolados em parceria com a sociedade civil”, afirma o Coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho.
Para ele, o poder público não está conseguindo responder à vulnerabilidade dos usuários de droga frente ao HIV e às hepatites virais. “Usuários de droga que moram na rua, por exemplo, muitas vezes não são atendidos nas unidades de saúde porque estão sujos. Antes de serem vistos como vulneráveis a todas essas doenças, os dependentes químicos precisam ser vistos pelos serviços públicos de saúde e pela sociedade como cidadãos”, critica.
O ativista disse ainda que a recente operação na região central de São Paulo deixou claro que o governo não tem solução para o problema do uso de drogas. “Eles não estudam sobre o assunto, e muito menos incentivam pesquisas nesta área com a intenção de solucionar o problema. O que ocorreu na Cracolândia foi um ato de violência pública assistida e aplaudida pela sociedade”, disse.
Rodrigo Pinheiro, Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, confirma que muitas pessoas procuram essa rede de organizações não governamentais para reclamar sobre o despreparo dos serviços de saúde no atendimento de usuários de drogas. “Os profissionais de saúde precisam se aproximar mais destas pessoas com a intenção de conquistar a confiança delas e assim encaminhá-las aos serviços especializados”, afirma.
Para ele, só depois de estabelecida uma confiança do dependente químico para com os profissionais de saúde será possível discutir prevenção. “Não dá pra falar de sexo seguro, por exemplo, com uma pessoa que está sobre os efeitos de drogas e a única coisa que lhe interessa é procurar por mais droga”, enfatizou.
Domiciano Siqueira é um dos fundadores da Associação Brasileira de Redutores e Redutoras de Danos (ABORDA) e há mais de 16 anos trabalha com educação sobre DST/aids e drogas. Segundo ele, a maneira como a polícia abordou os dependentes químicos na Cracolândia foi inútil. “Foi um show da polícia que poderá ser usado até em campanhas eleitorais”, comentou. “Todas as vezes que tentaram retirar os usuários de uma determinada região, a ação foi temporária”, acrescentou.
O especialista acredita que a operação na Cracolândia é um exemplo de como os governantes e o senso comum da sociedade gostariam de agir com os dependentes químicos. “Tudo que não gostam, querem eliminar”, finaliza.
Fonte: http://agenciaaids.com.br
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Obstáculo em números
Estudo mostra dificuldades na hora de contar que é portador do HIV
Viver com HIV exige cuidados especiais consigo mesmo, mas também com o próximo: como se dá o processo de revelação da soropositividade nas relações sexuais ou afetivas?
Foi isso que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) resolveram investigar, em estudo publicado na edição de setembro da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.
A pesquisa analisou como e se homens, hétero e bissexuais, contam sobre sua condição para seus parceiros sexuais. Os resultados indicaram que o ato de revelar requer confiança e que é mais frequente entre heterossexuais, mas também para parceiros fixos, soropositivos, para mulheres, e menos frequente para profissionais do sexo.
Os dados da pesquisa apontaram que, nos seis meses anteriores ao estudo, dos consultados, 69% relataram terem revelado sobre o problema de saúde para parceiros fixos, mas apenas 32% contaram sobre a situação para profissionais do sexo ou anônimos com que se envolveram. A análise das informações obtidas também indicou que a proporção de revelações do diagnóstico foi maior em casos em que os parceiros fixos eram mulheres ou também soropositivos para HIV.
No que se refere ao uso de preservativos, a maioria relatou o uso consistente, embora esse tenha sido menos frequente com parceiros soropositivos. “Em contextos marcados por preconceitos, a falha na revelação do diagnóstico e a incorporação compensatória do uso de camisinha nem sempre resolveu o problema, frequentemente levantando suspeitas e aumentando o estigma pelo parceiro mais do que a cumplicidade na prevenção”, comentam os pesquisadores.
A dificuldade de revelar o diagnóstico por medo de perder a/o namorado ou esposa/o apresentada pelos entrevistados foi tão grande que em um dos casos o consultado abandonou o parceiro sem explicações, após descobrir que tinha a doença. Além disso, os entrevistados também afirmaram terem dificuldades para iniciarem uma nova relação afetiva devido à necessidade de contar que são portadores do vírus.
O estudo ainda indicou que os participantes raramente conversaram sobre situações de revelação de sua condição para parceiros com profissionais de saúde de serviços especializados. “Não cabe aos profissionais de saúde determinar como as pessoas devem se comportar ou quais decisões devem tomar suas vidas afetivas, familiares, reprodutivas ou sexuais”, ressaltam os pesquisadores. “No entanto, cabe a esses trabalhadores tentar enfrentar o desafio de garantir o direito a uma vida sexual e reprodutiva de qualidade, em favor de que as decisões feitas no cotidiano sejam realizadas após o entendimento adequado das dificuldades, tornando os pacientes não meros portadores de HIV, mas pessoas que vivem com o vírus em questão”.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Dia Mundial de Luta Contra a AIDS
Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Compartilhe se você apoia essa iniciativa.
Breve Histórico:
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi criado para relembrar o combate à doença e
despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a
compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.
Foi a Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU),
que instituiu a data de 1º de dezembro. A decisão foi tomada em outubro de 1987. No Brasil,
a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministro da Saúde.
A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões relacionadas
à doença. Em 1990, por exemplo, quando a Aids ainda era mais disseminada entre os homens, o tema foi "A Aids e a Mulher". Em 1997, foi a vez de as crianças infectadas serem lembradas. A importância da família e da união de forças também já foram destacadas como importantes aliados da luta contra a Aids.
O dia 1º de dezembro deste ano focaliza a necessidade de fazer o teste para HIV. Com o tema "Faça o teste do HIV. é bom pra você". Dados do Ministério da saúde confirmam as dificuldades do diagnóstico tardio. Ele dificulta a adesão ao tratamento, tem um custo físico maior e um gasto acrescido para o sistema de saúde. Fazer o teste HIV é bom para a saúde; é gratuito e sigiloso; é um direito seu. O único trabalho que você vai ter é procurar o posto de saúde mais próximo. Ali vais encontrar todas as informações e procedimentos para fazer o teste.
É bom fazer o teste da Aids mesmo sem ter sintomas da doença.
É bom fazer o teste da Aids mesmo sem ter sintomas da doença.
· Se tiver o HIV, o acompanhamento médico ajuda a evitar doenças, facilita o tratamento e impede a transmissão da mãe para o bebê.
· Se não tiver o HIV, renove o compromisso de cuidado e prevenção.
· Muitos morrem de aids por não fazer o teste!
· Além de fazer o teste incentive outros a fazer!
O dia mundial de luta contra a Aids é um convite à solidariedade com quem vive com HIV e está em situação de vulnerabilidade ou exclusão
Também é uma oportunidade para:
Também é uma oportunidade para:
· Combater a discriminação e preconceito
· Denunciar a falta de acesso aos serviços e aos direitos
· Incentivar as pessoas a fazer o teste HIV
· Fortalecer a política de acesso universal à prevenção e tratamento
A Pastoral se engaja na luta política que defende os direitos das pessoas soropositivas e que promove a difusão de informações de prevenção. Organizar caminhadas, palestras, oficinas, apresentações artísticas, celebrações, programas de rádio e televisão, distribuir material informativo, promover seminários e debates em espaços públicos, além de aliar-se aos movimentos locais de luta contra Aids são algumas iniciativas que podem ser realizadas.
Fonte: Pastoral da Aids Nacional
Fonte: Pastoral da Aids Nacional
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Cresce número de jovens homossexuais portadores de HIV
Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostram que houve um aumento, ainda que pequeno, no número de homens homossexuais com idades entre 15 e 24 anos no período 2000-2010.
Em contrapartida, a incidência do vírus HIV entre mulheres héteros da mesma faixa etária caiu substancialmente na última década. No ano 2000, eram 1.583. Dez anos depois, 756.
Ao invés das formas clássicas de divulgação, serão utilizadas redes sociais, shows e programas populares de TV para divulgar formas de se evitar a doença.
A campanha terá início em 1º de dezembro e será encerrada no fim do Carnaval.
HOMENS PORTADORES DO HIV
Homossexuais com idade entre 15 e 24 anos
2010 - 514
2009 - 448
2008 - 473
2007 - 403
2006 - 321
2005 - 351
2004 - 335
2003 - 396
2002 - 378
2001 - 349
2000 - 321
Bissexuais com idade entre 15 e 24 anos
2010 - 154
2009 - 161
2008 - 160
2007 - 167
2006 - 149
2005 - 194
2004 - 171
2003 - 205
2002 - 190
2001 - 193
2000 - 208
Héteros com idade entre 15 e 24 anos
2010 - 411
2009 - 448
2008 - 420
2007 - 412
2006 - 409
2005 - 481
2004 - 491
2003 - 585
2002 - 539
2001 - 502
2000 - 483
MULHERES PORTADORAS DO HIV
2010 - 756
2009 - 897
2008 - 948
2007 - 1.020
2006 - 1.004
2005 - 1.160
2004 - 1.422
2003 - 1.594
2002 - 1.563
2001 - 1.573
2000 - 1.583
Fonte: Folha e Ministério da Saúde.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Pastoral da Aids inicia visitação
A Pastoral da Aids iniciou as visitações para Incentivar o Diagnóstico Precoce para HIV e Hepatites, o residencial Cipriano Rocha, na região oste de Santa Maria recebeu os visitadores no domingo dia 20 de novembro.
Na visita foi possível conversar com os moradores sobre a importância do diagnóstico precoce, tirar algumas dúvidas sobre transmissão dos vírus e como as pessoas podem acessar os exames e tratamento.
No geral os visitadores foram bem recebidos, sentimos nas pessoas um anseio em saber sobre o HIV e Hepatites bem como onde procurar atendimento.
O residencial Cipriano Rocha compreende 372 residencias com moradores provenientes de áreas de risco da cidade.
Na visita foi possível conversar com os moradores sobre a importância do diagnóstico precoce, tirar algumas dúvidas sobre transmissão dos vírus e como as pessoas podem acessar os exames e tratamento.
No geral os visitadores foram bem recebidos, sentimos nas pessoas um anseio em saber sobre o HIV e Hepatites bem como onde procurar atendimento.
O residencial Cipriano Rocha compreende 372 residencias com moradores provenientes de áreas de risco da cidade.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Brasil vai fabricar equipamento que detecta HIV com apenas uma gota de sangue
Rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B também poderão
ser diagnosticadas com o novo aparelho
O Brasil vai produzir e utilizar na rede pública um aparelho para teste rápido de HIV, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B em gestantes com apenas uma gota de sangue. O acordo para fabricação do equipamento foi assinado ontem entre o Instituto Carlos Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Paraná, e a empresa de equipamentos médicos e hospitalares Lifemed.
Criado pela Universidade Federal do Paraná, o kit, que inclui o aparelho e os materiais necessários aos exames, pode diagnosticar as doenças em até 30 minutos. Atualmente, o resultado dos exames leva semanas para ficar pronto. Por ser portátil, o equipamento pode ser levado a áreas de difícil acesso, à periferia das grandes cidades e à zona rural.
O kit nacional chegará ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente em 2014. Com ele, o Ministério da Saúde espera, entre outros objetivos, reduzir a taxa de prevalência das doenças entre grávidas a partir do diagnóstico rápido e precoce no pré-natal, uma das metas do Programa Rede Cegonha, lançado este ano pela presidenta Dilma Rousseff. A cada ano são registrados, por exemplo, 19 mil casos de sífilis congênita no país.
— Esse equipamento, com o tempo, pode incorporar o diagnóstico de outras doenças infecciosas e podemos ampliar (o uso) não somente para o pré-natal, mas para toda a rede básica — disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o aparelho tem potencial para diagnosticar cem tipos diferentes de doenças. Cada kit pode ser usado por até cem pacientes.
O ministério irá gastar cerca de R$ 950 milhões com a compra gradual das unidades no período de cinco anos. A economia para os cofres públicos é estimada em R$ 177 milhões de reais com a redução de importações e outros custos. Em 2014, serão comprados 2 milhões de kits. Em 2019, o montante será elevado para 10 milhões de unidades. De acordo com Padilha, em cinco anos, os kits nacionais serão suficientes para abastecer a rede pública em todo o país. Cada kit vai custar R$ 30,40 no primeiro lote de compras, em 2014. Com o aumento das encomendas, o preço de cada equipamento deve cair para R$ 21,50 em 2019, segundo estimativa do próprio governo.
Criado pela Universidade Federal do Paraná, o kit, que inclui o aparelho e os materiais necessários aos exames, pode diagnosticar as doenças em até 30 minutos. Atualmente, o resultado dos exames leva semanas para ficar pronto. Por ser portátil, o equipamento pode ser levado a áreas de difícil acesso, à periferia das grandes cidades e à zona rural.
O kit nacional chegará ao Sistema Único de Saúde (SUS) somente em 2014. Com ele, o Ministério da Saúde espera, entre outros objetivos, reduzir a taxa de prevalência das doenças entre grávidas a partir do diagnóstico rápido e precoce no pré-natal, uma das metas do Programa Rede Cegonha, lançado este ano pela presidenta Dilma Rousseff. A cada ano são registrados, por exemplo, 19 mil casos de sífilis congênita no país.
— Esse equipamento, com o tempo, pode incorporar o diagnóstico de outras doenças infecciosas e podemos ampliar (o uso) não somente para o pré-natal, mas para toda a rede básica — disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o aparelho tem potencial para diagnosticar cem tipos diferentes de doenças. Cada kit pode ser usado por até cem pacientes.
O ministério irá gastar cerca de R$ 950 milhões com a compra gradual das unidades no período de cinco anos. A economia para os cofres públicos é estimada em R$ 177 milhões de reais com a redução de importações e outros custos. Em 2014, serão comprados 2 milhões de kits. Em 2019, o montante será elevado para 10 milhões de unidades. De acordo com Padilha, em cinco anos, os kits nacionais serão suficientes para abastecer a rede pública em todo o país. Cada kit vai custar R$ 30,40 no primeiro lote de compras, em 2014. Com o aumento das encomendas, o preço de cada equipamento deve cair para R$ 21,50 em 2019, segundo estimativa do próprio governo.
Fonte: Zero Hora, 18/11/11
domingo, 13 de novembro de 2011
Fiocruz adquire tecnologia para produzir remédio contra a Aids
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou nesta sexta-feira (11) uma parceria para produzir no Brasil um dos remédios usados no tratamento contra a Aids. O atazanavir faz parte do coquetel de drogas usadas no combate ao vírus HIV e é produzido pelo laboratório norte-americano Bristol-Myers.
Com o acordo, a tecnologia será transferida ao Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz, conhecido como Farmanguinhos. De acordo com o diretor da unidade, Hayne Felipe, o acordo deve durar até 2017 - tempo necessário para que todo o conhecimento sobre o medicamento seja aprendido pelos profissionais no Brasil e o remédio seja fabricado totalmente em território nacional.
"Esse tempo é normal para a transferência de uma tecnologia deste tipo e é também quando termina a patente do produto", explica. Já em 2013, o laboratório norte-americano irá produzir o remédio com a identidade nacional da Farmanguinhos. Dois anos mais tarde, o instituto brasileiro já estará respondendo por 50% da produção do atazanavir.
Vendida com o nome de Reyataz, a droga é classificada como um antirretroviral inibidor de protease, um tipo de remédio que impede o amadurecimento do vírus e que ele infecte outras células.
O Ministério da Saúde espera reduzir em 41% seus gastos com o atazanavir. Além disso, a pasta vê o domínio tecnológico como uma garantia de acesso do paciente ao medicamento. Somente em 2011, o governo federal gastou R$ 128,2 milhões para comprar mais de 25 milhões de cápsulas do medicamento. Cerca de 43 mil pessoal foram beneficiadas no período.
Para 2012, a Fiocruz ainda deverá debater com o Ministério da Saúde sobre qual será a demanda. "Nós vamos conversar, talvez o Ministério precise adquirir até mais do que neste ano que estamos", afirma Hayne Felipe.
A nova tecnologia vai ajudar no desenvolvimento do laboratório nacional. “Nosso grande desafio é adquirir competitividade frente às grandes indústrias internacionais. Por outro lado, o acordo com a Bristol contribui para maior disponibilidade do medicamento”, argumenta.
Fonte: G1
Com o acordo, a tecnologia será transferida ao Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz, conhecido como Farmanguinhos. De acordo com o diretor da unidade, Hayne Felipe, o acordo deve durar até 2017 - tempo necessário para que todo o conhecimento sobre o medicamento seja aprendido pelos profissionais no Brasil e o remédio seja fabricado totalmente em território nacional.
"Esse tempo é normal para a transferência de uma tecnologia deste tipo e é também quando termina a patente do produto", explica. Já em 2013, o laboratório norte-americano irá produzir o remédio com a identidade nacional da Farmanguinhos. Dois anos mais tarde, o instituto brasileiro já estará respondendo por 50% da produção do atazanavir.
Vendida com o nome de Reyataz, a droga é classificada como um antirretroviral inibidor de protease, um tipo de remédio que impede o amadurecimento do vírus e que ele infecte outras células.
O Ministério da Saúde espera reduzir em 41% seus gastos com o atazanavir. Além disso, a pasta vê o domínio tecnológico como uma garantia de acesso do paciente ao medicamento. Somente em 2011, o governo federal gastou R$ 128,2 milhões para comprar mais de 25 milhões de cápsulas do medicamento. Cerca de 43 mil pessoal foram beneficiadas no período.
Para 2012, a Fiocruz ainda deverá debater com o Ministério da Saúde sobre qual será a demanda. "Nós vamos conversar, talvez o Ministério precise adquirir até mais do que neste ano que estamos", afirma Hayne Felipe.
A nova tecnologia vai ajudar no desenvolvimento do laboratório nacional. “Nosso grande desafio é adquirir competitividade frente às grandes indústrias internacionais. Por outro lado, o acordo com a Bristol contribui para maior disponibilidade do medicamento”, argumenta.
Fonte: G1
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
25 coisas que você precisa fazer se você tem HIV
Pesquisando na página http://www.thebody.com, encontrei essa lista de 25 coisas que uma pessoa com HIV precisa saber, fazer ou providenciar.
Oportuno repassar para quem interessar para que busque além de seguir "dicas" busque apoio, orientação, acompanhamento médico e principalmente realize o tratamento.
Na página, em cada item abaixo, pode-se acessar e ler mais sobre cada um deles.
1. Se você tem HIV, visite um infectologista o mais rapidamente possível.
2. Com a ajuda do seu médico, decida quando é melhor começar o tratamento antirretroviral.
3. O primeiro objetivo da terapia antirretroviral é tornar sua carga viral indetectável.
4. Evite transmitir o HIV e contaminar-se novamente com HIV ou outra DST.
5. Se você é fumante, peça ajuda para parar. Fumar contribui para diversas doenças que afetam indivíduos com e sem HIV.
6. Suspender o uso dos antirretrovirais sem orientação médica pode ser perigoso. Se estiver sofrendo com efeitos colaterais, como náuseas e diarreia, converse com seu médico o quanto antes, mas não pare de tomar os remédios por conta própria.
7. Faça exames para outras DSTs, incluindo sífilis, gonorreia, HPV, Chlamydia trachomatis e Trichomona vaginalis; e aprenda sobre seus sinais e sintomas. Indivíduos sexualmente ativos, especialmente aqueles(as) com múltiplos parceiros(as), devem fazer testes de DSTs regularmente.
8. Converse com seu médico sobre qualquer outro medicamento, vitaminas, suplementos de ervas ou dietéticos que esteja tomando; e peça instruções sobre continuar e interromper o uso dos mesmos.
9. Depressão pode ser um problema médico sério — e não é sinal de fraqueza. Converse com seu médico sobre antidepressivos e psicoterapia.
10. Avise seu médico sobre qualquer sintoma ou problema médico que você tenha, incluindo febre, sudorese noturna, perda de peso, dores de cabeça, mudanças na visão, feridas bocais, dificuldade em engolir, sintomas respiratórios, diarreia, erupções cutâneas ou mudanças nas funções mentais.
11. Mulheres devem discutir com seu infectologista sobre seus planos de gravidez. Avise seu médico imediatamente se você ficar grávida.
12. Cumpra todos os exames e consultas médicas recomendadas pelo seu infectologista.
13. O uso de drogas ilegais ou uso excessivo de álcool podem interferir com o tratamento antirretroviral. Converse com seu médico sobre o uso de drogas.
14. Faça exames de Hepatites e informe-se com seu médico sobre a vacinação para Hepatites A e B. Faça tratamento para Hepatites C, se necessário.
15. Tome todos os seus antirretrovirais regularmente, seguindo exatamente suas instruções.
16. Seja adepto da vida saudável para seu coração, incluindo exercícios, dieta, não fumar e mantenha seus níveis de colesterol e triglicérides saudáveis.
17. Antes de começar a tomar os antirretrovirais, faça um exame de resistência do seu HIV, independentemente da necessidade de começar o tratamento imediatamente ou não. Repita o exame novamente antes de começar o tratamento.
18. Faça teste para câncer cervical, de acordo com o que seu médico recomendar.
19. Quando começar o tratamento antirretroviral, lembre-se de tomar todos os medicamentos do coquetel.
20. Faça um exame de carga viral regularmente, mesmo que ainda não tenha começado o tratamento antirretroviral.
21. Converse com seu médico sobre vacinação para HPV, influenza, pneumococo, tétano e varicela.
22. Mantenha seus ossos fortes com academia, exposição saudável ao sol, uma dieta rica em vitamina D e cálcio e sem cigarro.
23. Converse sobre fatores de risco com seu médico e faça um exame para doenças de rim.
24. Faça exames para câncer regularmente. Alguns cânceres — incluindo aqueles não relacionados ao HIV — são mais comuns em soropositivos do que na população em geral.
25. Pelo menos uma vez por ano, faça exames de glicemia para verificar se você tem pré-diabetes ou diabetes.
ACESSE AQUI:
Fonte original: http://www.thebody.com/content/64661/25-things-you-need-to-do-if-you-have-hiv.html?tw
Oportuno repassar para quem interessar para que busque além de seguir "dicas" busque apoio, orientação, acompanhamento médico e principalmente realize o tratamento.
Na página, em cada item abaixo, pode-se acessar e ler mais sobre cada um deles.
1. Se você tem HIV, visite um infectologista o mais rapidamente possível.
2. Com a ajuda do seu médico, decida quando é melhor começar o tratamento antirretroviral.
3. O primeiro objetivo da terapia antirretroviral é tornar sua carga viral indetectável.
4. Evite transmitir o HIV e contaminar-se novamente com HIV ou outra DST.
5. Se você é fumante, peça ajuda para parar. Fumar contribui para diversas doenças que afetam indivíduos com e sem HIV.
6. Suspender o uso dos antirretrovirais sem orientação médica pode ser perigoso. Se estiver sofrendo com efeitos colaterais, como náuseas e diarreia, converse com seu médico o quanto antes, mas não pare de tomar os remédios por conta própria.
7. Faça exames para outras DSTs, incluindo sífilis, gonorreia, HPV, Chlamydia trachomatis e Trichomona vaginalis; e aprenda sobre seus sinais e sintomas. Indivíduos sexualmente ativos, especialmente aqueles(as) com múltiplos parceiros(as), devem fazer testes de DSTs regularmente.
8. Converse com seu médico sobre qualquer outro medicamento, vitaminas, suplementos de ervas ou dietéticos que esteja tomando; e peça instruções sobre continuar e interromper o uso dos mesmos.
9. Depressão pode ser um problema médico sério — e não é sinal de fraqueza. Converse com seu médico sobre antidepressivos e psicoterapia.
10. Avise seu médico sobre qualquer sintoma ou problema médico que você tenha, incluindo febre, sudorese noturna, perda de peso, dores de cabeça, mudanças na visão, feridas bocais, dificuldade em engolir, sintomas respiratórios, diarreia, erupções cutâneas ou mudanças nas funções mentais.
11. Mulheres devem discutir com seu infectologista sobre seus planos de gravidez. Avise seu médico imediatamente se você ficar grávida.
12. Cumpra todos os exames e consultas médicas recomendadas pelo seu infectologista.
13. O uso de drogas ilegais ou uso excessivo de álcool podem interferir com o tratamento antirretroviral. Converse com seu médico sobre o uso de drogas.
14. Faça exames de Hepatites e informe-se com seu médico sobre a vacinação para Hepatites A e B. Faça tratamento para Hepatites C, se necessário.
15. Tome todos os seus antirretrovirais regularmente, seguindo exatamente suas instruções.
16. Seja adepto da vida saudável para seu coração, incluindo exercícios, dieta, não fumar e mantenha seus níveis de colesterol e triglicérides saudáveis.
17. Antes de começar a tomar os antirretrovirais, faça um exame de resistência do seu HIV, independentemente da necessidade de começar o tratamento imediatamente ou não. Repita o exame novamente antes de começar o tratamento.
18. Faça teste para câncer cervical, de acordo com o que seu médico recomendar.
19. Quando começar o tratamento antirretroviral, lembre-se de tomar todos os medicamentos do coquetel.
20. Faça um exame de carga viral regularmente, mesmo que ainda não tenha começado o tratamento antirretroviral.
21. Converse com seu médico sobre vacinação para HPV, influenza, pneumococo, tétano e varicela.
22. Mantenha seus ossos fortes com academia, exposição saudável ao sol, uma dieta rica em vitamina D e cálcio e sem cigarro.
23. Converse sobre fatores de risco com seu médico e faça um exame para doenças de rim.
24. Faça exames para câncer regularmente. Alguns cânceres — incluindo aqueles não relacionados ao HIV — são mais comuns em soropositivos do que na população em geral.
25. Pelo menos uma vez por ano, faça exames de glicemia para verificar se você tem pré-diabetes ou diabetes.
ACESSE AQUI:
Fonte original: http://www.thebody.com/content/64661/25-things-you-need-to-do-if-you-have-hiv.html?tw
sábado, 5 de novembro de 2011
Nota técnica
Nota técnica nº 305/2011 DST-AIDS E HEPATITES VIRAIS/SVS/MS
Assunto: Esclarecimentos sobre o suposto desvio de qualidade de lotes do medicamento Lamivudina 10mg/ml solução oral, fabricados pela empresa IQUEGO
Assunto: Esclarecimentos sobre o suposto desvio de qualidade de lotes do medicamento Lamivudina 10mg/ml solução oral, fabricados pela empresa IQUEGO
Observação: o atual arquivo foi republicado em virtude de modificações no seu teor, tendo sido originalmente inserido em 28.10.11.
Clique Aqui
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Diminui taxa de crianças menores de 5 anos com aids em dez anos
O número de casos de aids em crianças de até 5 anos de idade tem caído no Brasil desde 2000. A queda não ocorreu de maneira igual em todas as partes do país. Enquanto, a taxa de incidência da doença entre as crianças reduziu no Sudeste na última década, cresceu no Norte e Nordeste. É o que mostra o Saúde Brasil, publicação anual do Ministério da Saúde que traz dados sobre a saúde do brasileiro.
No Brasil, a prevalência da aids nos menores de 5 anos passou de 5,4 casos para três casos por 100 mil habitantes, de 2000 para 2009. Na Região Sudeste, a redução foi de 8,2 para 2,8 casos no mesmo período. No Norte, o movimento foi inverso do nacional, subindo de 1,9 para quatro casos por grupo de 100 mil habitante. No Nordeste, a taxa cresceu de 1,4 para 2,3.
Nessa faixa etária, a maioria dos casos de contaminação ocorre de mãe para filho durante a gravidez, a chamada transmissão vertical. O próprio Ministério da Saúde conclui, na publicação, que a oferta de pré-natal de qualidade, com o teste de HIV nas gestantes, evitaria muitos casos infantis das doenças. ´Como o diagnóstico da infecção pelo HIV, no início da gestação, possibilita o efetivo controle da infecção materna e a consequente diminuição da transmissão vertical, o teste anti-HIV deve ser sempre oferecido, com aconselhamento pré e pós-teste, para todas as gestantes, na primeira consulta do pré-natal, independentemente de sua aparente situação de risco´, diz o documento.
A meta do Brasil é reduzir a transmissão vertical de 6,8%, taxa verificada em 2004, para menos de 2% até 2015. Em mais da metade dos casos, a infecção acontece durante o parto. De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes soropositivas no país, sendo que 75,6% viviam no Sul e Sudeste.
No Brasil, a prevalência da aids nos menores de 5 anos passou de 5,4 casos para três casos por 100 mil habitantes, de 2000 para 2009. Na Região Sudeste, a redução foi de 8,2 para 2,8 casos no mesmo período. No Norte, o movimento foi inverso do nacional, subindo de 1,9 para quatro casos por grupo de 100 mil habitante. No Nordeste, a taxa cresceu de 1,4 para 2,3.
Nessa faixa etária, a maioria dos casos de contaminação ocorre de mãe para filho durante a gravidez, a chamada transmissão vertical. O próprio Ministério da Saúde conclui, na publicação, que a oferta de pré-natal de qualidade, com o teste de HIV nas gestantes, evitaria muitos casos infantis das doenças. ´Como o diagnóstico da infecção pelo HIV, no início da gestação, possibilita o efetivo controle da infecção materna e a consequente diminuição da transmissão vertical, o teste anti-HIV deve ser sempre oferecido, com aconselhamento pré e pós-teste, para todas as gestantes, na primeira consulta do pré-natal, independentemente de sua aparente situação de risco´, diz o documento.
A meta do Brasil é reduzir a transmissão vertical de 6,8%, taxa verificada em 2004, para menos de 2% até 2015. Em mais da metade dos casos, a infecção acontece durante o parto. De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes soropositivas no país, sendo que 75,6% viviam no Sul e Sudeste.

Fonte: Agência Brasil
domingo, 30 de outubro de 2011
Seminário Direitos Humanos e HIV/AIDS
Aconteceu no dia 28 de outubro, sexta-feira, o I Seminário Direitos Humanos e HIV/Aids, sendo este a primeira experiência da Pastoral da Aids da Arquidiocese de Santa Maria.
Na mesa de abertura estiveram presentes: Luiz Schinovski (representante do Secretário do Município da Saúde), Pr. Reinoldo Neumann (pela Fraternidade Ecumênica de Igrejas Cristãs), Pe. Celito Moro (representando o arcebispo D. Hélio Rubert e assessor da Pastoral da Aids na Arquidiocese), Fr. Luiz Carlos Lunardi (assessor nacional da Pastoral da Aids, representando a Casa Fonte Colombo) e Ricardo Charão (Secretaria de Saúde do RS/Seção Estadual de Controle das DST's e Aids).
Os temas trabalhados foram:
- Contextualização: Direitos Humanos, aspectos jurídicos e sociais, assessorado pela Drª Deborá Evangelista, coordenadora do curso de Direito da FAPAS.
- Acesso universal a prevenção, tratamento, assistência e Direitos Humanos, assessoria da Drª Nêmora Barcellos.
- Política de Prevenção: o desafio do enfrentamento das vulnerabilidades, onde contamos com a colaboração de Ricardo Charão.
Os temas eram complementares e provocaram a reflexão acerca dos direitos das pessoas que vivem com HIV.
O público que participou era composto por estudantes predominantemente dos cursos de serviço social, enfermagem, terapia ocupacional e ensino médio. Contamos também com a participação de professores, agentes de pastoral e pessoas que vivem e convivem com o HIV.
Um dos desafios levantados no Seminário foi a dificuldade dos direitos das pessoas que vivem com HIV serem assegurados sem a necessidade de ações na justiça, sendo algo que ainda precisa ser conquistado de fato, no dia a dia, e nas práticas e ambientes mais comuns da sociedade.
Na mesa de abertura estiveram presentes: Luiz Schinovski (representante do Secretário do Município da Saúde), Pr. Reinoldo Neumann (pela Fraternidade Ecumênica de Igrejas Cristãs), Pe. Celito Moro (representando o arcebispo D. Hélio Rubert e assessor da Pastoral da Aids na Arquidiocese), Fr. Luiz Carlos Lunardi (assessor nacional da Pastoral da Aids, representando a Casa Fonte Colombo) e Ricardo Charão (Secretaria de Saúde do RS/Seção Estadual de Controle das DST's e Aids).
Os temas trabalhados foram:
- Contextualização: Direitos Humanos, aspectos jurídicos e sociais, assessorado pela Drª Deborá Evangelista, coordenadora do curso de Direito da FAPAS.
- Acesso universal a prevenção, tratamento, assistência e Direitos Humanos, assessoria da Drª Nêmora Barcellos.
- Política de Prevenção: o desafio do enfrentamento das vulnerabilidades, onde contamos com a colaboração de Ricardo Charão.
Os temas eram complementares e provocaram a reflexão acerca dos direitos das pessoas que vivem com HIV.
O público que participou era composto por estudantes predominantemente dos cursos de serviço social, enfermagem, terapia ocupacional e ensino médio. Contamos também com a participação de professores, agentes de pastoral e pessoas que vivem e convivem com o HIV.
O I Seminário foi marcante no que diz respeito a temática, de certa forma inovadora na região central do RS, e na avaliação dos presentes um desafio constante.
A Pastoral da Aids - arquidiocese de Santa Maria agradece a todos e todas pela participação, aos agentes e voluntárias(os) que colaboraram na divulgação e nos serviços no dia.
Agradecemos ao Fr. Lunardi pelo apoio e presença em tempo integral no Seminário, com intervenções e reflexões muito pertinentes.
Agradecemos aos apoiadores, principalmente à CESE pelo apoio financeiro para que este importante momento pudesse ser realizado com a qualidade.
Andréia Silva
p/Equipe de organização do Seminário.
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