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terça-feira, 16 de junho de 2015

O SUS na mira de Eduardo Cunha

por Marcelo Pellegrini — publicado 21/04/2015


Há pouco mais de dois meses na presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se notabilizou por acelerar a tramitação de pautas polêmicas e engavetadas há anos, como a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e terceirização de toda a cadeia produtiva. Ao mesmo tempo em que certos projetos são tratados com rapidez por Cunha, investigações contra os planos de saúde, setor à qual a atividade parlamentar do presidente da Câmara é ligada, são barradas.
A CPI dos Planos de Saúde foi proposta pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP) no início da atual legislatura. Valente obteve todas as assinaturas necessárias, mas a instalação da comissão foi barrada por Cunha, que alegou "falta de foco". Diante do revés imposto pelo presidente da Câmara, Ivan Valente recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que deve decidir até o final de abril se a CPI cumpre ou não todos os requisitos para ser instalada. A seu favor, Valente conta com um parecer da consultoria legislativa da Câmara Federal. O documento afirma que o pedido "atende perfeitamente todo o necessário para que se instale a CPI respectiva", pois investigará “um fato notório” e de “relevância nacional”, que "possui mais do que o número mínimo de assinaturas confirmadas".
A "relevância nacional" citada pelo parecer é baseada em dados. Os planos de saúde lideram o ranking de reclamações dos consumidores no Procon durante a última década e perderam 88% das ações movidas contra eles na Justiça, uma indicação de contumaz descumprimento de obrigações contratuais. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), há outras irregularidades cometidas pelas operadoras de saúde, como a baixa remuneração dos médicos, o aumento do valor dos planos de saúde para os usuários acompanhado de redução de direitos, e a presença de cláusulas abusivas nos contratos. Em meio a este cenário, os planos de saúde registraram, em 2013, lucro recorde, de 111 bilhões de reais, fruto de um faturamento que, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), cresceu 197% entre 2003 e 2011 – no mesmo período, o valor pago pelos planos aos médicos teve reajuste de 64%.
Para Ivan Valente, números como esses deixam clara a necessidade de uma CPI. "É uma distorção enorme termos 50 milhões de pessoas, em um país subdesenvolvido, pagando o valor que pagam por um serviço péssimo", afirma. Valente diz não temer pressões exercidas por parlamentares financiados pelas operadoras de saúde, como ocorreu em CPI sobre o mesmo tema em 2003, mas atribui a decisão de Cunha a uma questão política. "A decisão de Cunha em barrar a instauração da CPI dos Planos de Saúde é uma decisão meramente política, uma vez que todos os requisitos para justificar uma investigação foram cumpridos", diz. Segundo o deputado paulista, além de investigar as operadoras e debater a situação da saúde, a CPI deve discutir "a influência dos planos de saúde na política".
A presença dos planos de saúde na política tem ficado cada vez mais saliente. Nas eleições de 2014, as doações eleitorais dos planos de saúde superaram em 32 vezes o valor de 2012, chegando a 54,9 milhões de reais para 131 candidatos, sendo 60 eleitos, entre eles a presidenta Dilma Rousseff (PT), três governadores, três senadores, 29 deputados federais e 24 deputados estaduais. Os grupos Amil, Unimed, Qualicorp eBradesco Saúde foram responsáveis por 95% do dinheiro ofertado em 2014. O último é um dos principais doadores de Cunha, tendo depositado 250 mil reais para o atual presidente da Câmara.
Conhecido defensor da manutenção do atual sistema de financiamento de campanha, que permite doações empresariais aos políticos, Cunha tem ação favorável aos planos, com destaque para Medida Provisória 627/2013, relatada por ele no ano passado. A MP tratava da tributação de lucros de empresas brasileiras no exterior, mas ganhou emendas estranhas a seu texto original, entre elas uma que concedia uma anistia de 2 bilhões de reais aos planos de saúde, aplicadas às operadoras pelo descumprimento de contratos com seus clientes. Aprovada na Câmara e no Senado, a emenda foi vetada por Dilma Rousseff.
Neste ano, Cunha voltou à carga a favor dos planos. Além de barrar a CPI pedida por Ivan Valente, desarquivou a PEC 451/2014, de sua autoria. O texto, que tramita em regime especial da Comissão e Constituição e Justiça da Câmara, insere "planos de assistência à saúde" como direitos dos trabalhadores, ao lado do FGTS, seguro-desemprego e licença-maternidade, por exemplo. Na prática, o texto obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados, o que elevaria o número de clientes das operadoras dos atuais 50 milhões para 71,5 milhões de pessoas.
No texto da proposta, Cunha justifica-se defendendo que "saúde é direito de todos", por isso, as empresas deveriam pagar pelos planos. A proposta, segundo críticos, não leva em conta que o direito à saúde universal e pública já é garantido pela Constituição e que o empregado só teria direito ao benefício uma vez que estivesse empregado.
Para a conselheira nacional de saúde, Ana Maria Costa, o efeito colateral desta proposta seria devastador para o Sistema Único de Saúde (SUS). "Com mais pessoas na saúde suplementar privada, os investimentos do Estado no SUS cairiam em detrimento dos subsídios aos planos, o que mataria aos poucos a ideia de uma saúde gratuita e universal para todos os brasileiros", afirma. Os subsídios a que Costa se refere são os benefícios dados aos planos de saúde pelo governo, que vão desde renúncias fiscais no imposto de renda até linhas de crédito do BNDES e outras isenções fiscais e tributárias. Costa defende que a PEC 451 de Eduardo Cunha é inconstitucional na medida em que "retira do Estado a proteção social de oferecer a saúde como direito gratuito e universal e o transfere para o setor privado".
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) concorda com Ana Costa. Para ele, serviços básicos não deveriam visar o lucro. "Determinadas áreas não deveriam ser abertas ao mercado. O SUS tem muitos defeitos, que devem ser aprimorados, mas sem ele a população pobre ficaria incapacitada de acessar serviços de saúde", afirma. Entidades da sociedade civil como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde também se manifestaram contra a PEC 451.
A assessoria da presidência da Câmara não se manifestou até o fim da reportagem.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

25 coisas que você precisa fazer se você tem HIV

Pesquisando na página http://www.thebody.com, encontrei essa lista de 25 coisas que uma pessoa com HIV precisa saber, fazer ou providenciar. 
Oportuno repassar para quem interessar para que busque além de seguir "dicas" busque apoio, orientação, acompanhamento médico e principalmente realize o tratamento.
Na página, em cada item abaixo, pode-se acessar e ler mais sobre cada um deles.


1. Se você tem HIV, visite um infectologista o mais rapidamente possível.
2. Com a ajuda do seu médico, decida quando é melhor começar o tratamento antirretroviral.
3. O primeiro objetivo da terapia antirretroviral é tornar sua carga viral indetectável.
4. Evite transmitir o HIV e contaminar-se novamente com HIV ou outra DST.
5. Se você é fumante, peça ajuda para parar. Fumar contribui para diversas doenças que afetam indivíduos com e sem HIV.
6. Suspender o uso dos antirretrovirais sem orientação médica pode ser perigoso. Se estiver sofrendo com efeitos colaterais, como náuseas e diarreia, converse com seu médico o quanto antes, mas não pare de tomar os remédios por conta própria.
7. Faça exames para outras DSTs, incluindo sífilis, gonorreia, HPV, Chlamydia trachomatis e Trichomona vaginalis; e aprenda sobre seus sinais e sintomas. Indivíduos sexualmente ativos, especialmente aqueles(as) com múltiplos parceiros(as), devem fazer testes de DSTs regularmente.
8. Converse com seu médico sobre qualquer outro medicamento, vitaminas, suplementos de ervas ou dietéticos que esteja tomando; e peça instruções sobre continuar e interromper o uso dos mesmos.
9. Depressão pode ser um problema médico sério — e não é sinal de fraqueza. Converse com seu médico sobre antidepressivos e psicoterapia.
10. Avise seu médico sobre qualquer sintoma ou problema médico que você tenha, incluindo febre, sudorese noturna, perda de peso, dores de cabeça, mudanças na visão, feridas bocais, dificuldade em engolir, sintomas respiratórios, diarreia, erupções cutâneas ou mudanças nas funções mentais.
11. Mulheres devem discutir com seu infectologista sobre seus planos de gravidez. Avise seu médico imediatamente se você ficar grávida.
12. Cumpra todos os exames e consultas médicas recomendadas pelo seu infectologista.
13. O uso de drogas ilegais ou uso excessivo de álcool podem interferir com o tratamento antirretroviral. Converse com seu médico sobre o uso de drogas.
14. Faça exames de Hepatites e informe-se com seu médico sobre a vacinação para Hepatites A e B. Faça tratamento para Hepatites C, se necessário.
15. Tome todos os seus antirretrovirais regularmente, seguindo exatamente suas instruções.
16. Seja adepto da vida saudável para seu coração, incluindo exercícios, dieta, não fumar e mantenha seus níveis de colesterol e triglicérides saudáveis.
17. Antes de começar a tomar os antirretrovirais, faça um exame de resistência do seu HIV, independentemente da necessidade de começar o tratamento imediatamente ou não. Repita o exame novamente antes de começar o tratamento.
18. Faça teste para câncer cervical, de acordo com o que seu médico recomendar.
19. Quando começar o tratamento antirretroviral, lembre-se de tomar todos os medicamentos do coquetel.
20. Faça um exame de carga viral regularmente, mesmo que ainda não tenha começado o tratamento antirretroviral.
21. Converse com seu médico sobre vacinação para HPV, influenza, pneumococo, tétano e varicela.
22. Mantenha seus ossos fortes com academia, exposição saudável ao sol, uma dieta rica em vitamina D e cálcio e sem cigarro.
23. Converse sobre fatores de risco com seu médico e faça um exame para doenças de rim.
24. Faça exames para câncer regularmente. Alguns cânceres — incluindo aqueles não relacionados ao HIV — são mais comuns em soropositivos do que na população em geral.
25. Pelo menos uma vez por ano, faça exames de glicemia para verificar se você tem pré-diabetes ou diabetes.





ACESSE AQUI:
Fonte original: http://www.thebody.com/content/64661/25-things-you-need-to-do-if-you-have-hiv.html?tw

sábado, 5 de novembro de 2011

Nota técnica

Nota técnica nº 305/2011 DST-AIDS E HEPATITES VIRAIS/SVS/MS
Assunto: Esclarecimentos sobre o suposto desvio de qualidade de lotes do medicamento Lamivudina 10mg/ml solução oral, fabricados pela empresa IQUEGO
Observação: o atual arquivo foi republicado em virtude de modificações no seu teor, tendo sido originalmente inserido em 28.10.11.
Clique Aqui